Alfândegas norte-americanas continuam com avisos sobre produtos açorianos

queijo-produto-regionalO queijo e as conservas são os mais recentes alvos dos alertas da Food and Drugs Administration – o que obriga que estes produtos sejam retidos à entrada nos EUA, para posteriores análises.
O professor José Matos, da UA, diz que não é por falta de qualidade dos produtos dos Açores.

São 3 os mais recentes alertas da Administração norte-americana para as importações de bens alimentares, que recaem sobre produtos da Região Autónoma dos Açores: queijos e conservas são os alvos desses avisos, datados do final de 2009 e de Janeiro de 2010.

Dois dos alertas afectam o queijo importado das fábricas de São Jorge, dos Lourais, Uniqueijo e Finisterra e também da cooperativa da ilha do Faial.

A Companhia dos Açores, empresa exportadora, também surge na “lista negra” norte-americana, que obriga que esses produtos sejam retidos nas alfândegas para posterior quarentena e análise.

Alguns desses queijos constam dos alertas americanos, desde a década de 90, mas, no caso da Finisterra, o seu queijo tinha saído da referida lista, nos últimos anos, voltando, contudo, no início de 2010.

Os dois alertas sobre as importações de queijo são justificados com a detecção de listeria em alguns produtos ou com receios de contaminações microbiológicas.

O terceiro alerta recai sobre conservas – na lista surge a Sociedade Corretora, de São Miguel, e o aviso foi emitido a 14 do corrente mês, obrigando à retenção dos produtos para análises à acidez da conserva.

As autoridades norte-americanas têm reemitido esses avisos nos últimos anos, afectando a imagem dos produtos açorianos nos mercados internacionais, particularmente, o norte-americano.

Por essa razão, o professor da Universidade dos Açores, José Matos defende uma suspensão na exportação para os Estados Unidos da América.

O especialista em tecnologias de alimentação diz que o problema dos produtos açorianos não é a falta de qualidade: o que está em causa são normas diferentes das que estão em vigor na União europeia e que, enquanto assim acontecer, é melhor salvaguardar a imagem dos Açores.

Para o especialista, é preferível não exportar e, em alternativa, encontrar novos mercados, em particular, para o queijo de São Jorge, produzido com leite cru e que não cumpre as normas em vigor nos Estados Unidos da América.

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