Bola de Prata Especial projecta orgulho açoriano

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Foi um Pauleta emocionado que recebeu das mãos de Carlos César a Bola de Prata Especial, troféu atribuído pelo jornal “A Bola”. O jogador não conseguiu disfarçar a emoção e comoveu-se na hora de agradecer a homenagem ao melhor marcador de sempre da Selecção Nacional de futebol.
Emocionado e com a voz embargada… foi assim que Pedro Pauleta agradeceu a todos os que sempre o apoiaram ao longo da sua rica e vasta carreira de jogador, após ter recebido, das mãos do presidente do Governo Regional dos Açores, o troféu Bola de Prata Especial, uma homenagem do jornal desportivo “A Bola”.

Foi o momento mais alto e com maior carga emotiva da “Gala Pauleta”, ontem realizada no Centro Cultural e de Congressos – Teatro Micaelense, em que foi prestada a “homenagem que extrapola o orgulho açoriano”, como classificou o evento Carlos César.

O presidente do Executivo regional, que patrocinou o evento organizado pelo jornal desportivo diário “A Bola”, fez questão de salientar ainda que “não há memória de ter havido alguém que tenha levado tão longe o nome dos Açores e o orgulho de ser açoriano”, rematando que “temos orgulho no nome que ele tem, um nome açoriano… Pedro Pauleta!”.

No palco do Teatro Micaelense estava projectada como pano de fundo, a capa do jornal “A Bola” do dia 13 de Outubro de 2005 com o título “Tu Mereces”.

“Temos dos melhores entre os melhores e por vezes não nos damos conta”, começou por afirmar o director do jornal promotor da homenagem, justificando a festa com o facto de que “não queríamos que esta ingratidão também chegasse a ti. Tu mereces”, exclamou Vítor Serpa, antes de entregar a Carlos César o troféu de reconhecimento “por tudo aquilo que fez na Selecção, pelas alegrias dadas aos portugueses e açorianos em particular”, realçou o açoriano Emanuel Medeiros, director geral executivo da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional.

Num espectáculo com mais de duas horas de duração, a carreira e os títulos ( individuais e colectivos), conquistados pelo “Ciclone dos Açores” em quase duas décadas, evidenciaram a projecção mediática de Pauleta, com especial ênfase nos nove anos que vestiu a camisola das quinas.

Momentos altos foram o Euro2004 e o Mundial2006, sob o comando do brasileiro Luiz Felipe Scolari que, de Londres, entrou em directo – via telefone – com o Teatro Micaelense, para recordar a importância de Pauleta no bom ambiente da Selecção, e que o açoriano “ajudou a criar”, disse o actual treinador dos ingleses do Chelsea, que nunca se esqueceu “dos queijos que levavas para os estágios”.

Outros testemunhos, como os de Cristiano Ronaldo e Luís Figo, foram reproduzidos na sala, assim como o do actual director desportivo do Benfica, Rui Costa, que desabafou “a muita pena que sinto por nunca teres jogado num grande clube português”, despedindo-se com “a honra que foi para mim ter jogado atrás de um grande ponta-de-lança”.

Amândio de Carvalho, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, revelou que aquele organismo nacional se prepara para organizar um grande evento de homenagem a Pauleta.

in AOriental / Arthur Melo

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