“BE incentiva a guerra ao tomar parte pelo Hamas” – Acusa CDS-PP no Parlamento

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O Líder Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, acusou, esta quarta-feira, no Plenário da Assembleia Regional, o Bloco de Esquerda de tentar defender uma organização terrorista (o Hamas) ao apresentar um Voto de Protesto contra os ataques de Israel à Palestina, na Faixa de Gaza.

Para Artur Lima, para além da matéria constante do Voto não de ser competência do Parlamento Regional, uma vez tratar-se de matéria reservada a Negócios Estrangeiros, considera que ao defender a Palestina contra Israel, o Bloco de Esquerda (BE) “é sectário”, algo que faz com que os populares “repudiem” a posição.

Repúdio que é também justificado pelo facto de “o BE tentar no texto do Voto envolver a Região Autónoma dos Açores, através da Base das Lajes, nesta guerra”.

Por outro lado, frisa o líder parlamentar democrata-cristão, “o BE tenta de uma forma ardilosa misturar o que é uma questão histórica com a guerra. O CDS-PP repudia a guerra e, nessa matéria, repudiamos também a superioridade moral do BE que vem aqui promover a guerra, vem incentivar a guerra, ao tomar partido por uma das partes – a parte do Hamas”.

Perante isto, Lima questionou: “Quem é o Hamas? É uma organização terrorista. O Hamas faz parte de alguma organização de direitos humanos? O Hamas faz parte da ONU?”.

Ora, os factos levaram Artur Lima a afirmar que com “este voto o BE vem defender aqui uma organização terrorista. É um Voto sectário e guerrilheiro, até porque condena um Estado de Direito que se defendeu de ataques terroristas. Quem lançou o primeiros rocket’s? Quem começou a guerra? Quem provocou?”.

Nestas matérias, assegurou o centrista, “temos de ser firmes e claros: ou estamos ao lado dos Estados de Direito, ou estamos lado de organizações terroristas e, neste caso, o BE está claramente ao lado do Hamas, organização da qual o próprio Governo da Palestina se demarca”.

Justificando assim o voto contra da sua bancada à iniciativa bloquista, Artur Lima finalizou acentuando que “a democracia terrorista oprime na própria Palestina o povo palestiniano. Isto o BE não condena; isto o BE branqueia, despudoradamente esta situação”.

 

O Voto de protesto apresentado pelo BE foi votado contra por maioria.

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