Luis Pereira do Cine Club da Horta faz Balanço do Faial Filmes Fest

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– Qual o balanço da 4ª edição do Faial Filmes Fest, que encerrou no passado Domingo?

O Balanço é extremamente positivo. Pela participação de personalidades importantes da cinematografia nacional e internacional, pela visibilidade que o Festival alcançou a nível nacional. Penso que todos estes factores contribuíram muitíssimo para que o Faial Filmes Fest conquiste um lugar no circuito dos festivais de cinema em Portugal e consequentemente para a sua credibilização, que é um dos nossos objectivos para conferir uma dimensão regional e nacional a este evento. Tivemos aqui na ilha, durante 1 semana, mais de 50 pessoas ligadas ao cinema, realizadores, actores, produtores, argumentistas, representantes de praticamente todos os cineclubes do país e ainda jornalistas que além de terem participado no Festival também puderam conhecer um pouco da nossa ilha e das suas gentes. As pessoas ficaram encantadas! E muitas delas já pensam em fazer férias por cá… Também neste aspecto, penso que o Festival ganhou importância. Isto já para não falar da grande mediatização que foi feita em torno do Faial Filmes Fest, não só nos principais canais nacionais de televisão e na imprensa escrita, como também a nível internacional, através da (EBU) Eurovisão que (abrange 68 países) e ainda do Euronews, nosso parceiro media internacional neste evento. Durante cerca de 2 semanas, falou-se muito do Festival e, por acréscimo, da ilha do Faial, dos Açores, e penso que isso é muito positivo.

 

– Blindness fez ante estreia enquadrado no programa do FFF. Como foi trazer Fernando Meireles ao Faial?

Não é nada fácil fazer nos Açores uma ante estreia internacional. Mas graças à generosidade, à forma de ser do Fernando Meirelles e do seu Produtor Niv Fichman, foi possível concretizar este nosso sonho. Tanto o Fernando, como o Fichman e o argumentista e actor Don Mackeller, nunca imaginaram vir fazer uma ante estreia aos Açores. Não estava nada de todo programado. De registar que após duas semanas de intensas ante estreias no Japão, o Fernando e a sua comitiva, vieram até cá no dia 29, e no dia 30 à noite estavam a Londres para a ante estreia do filme. O cansaço já era grande. Mas ao amor ao cinema foi decerto maior…

 

– Fernando Lopes – realizador, levou na bagagem a obra de Dias de Melo. Podemos dizer que o FFF, será um pouco o impulsionador do filme que dai advir?

Isso já não sei. O Fernando Lopes já conta com 82 anos, mas ficou fascinado, não só pela pessoa do Dias de Melo, como logicamente pela sua obra. É provável que possa realizar algum filme sobre a obra deste grande escritor se obtiver financiamento para isso. Soube, entretanto, que tanto o Bruno de Almeida (The Lovebirds) como o Fernando Lopes querem rodar uma curta no faial sobre relacionado com as cagarras. Mas o melhor será colocar a pergunta directamente ao Lopes e ao Bruno de Almeida.

 

– Esta edição foi como que uma grande festa de aniversário para os cineclubes. Fale-me sobre isso.

Foi muito bom. Contamos com a maior concentração de representantes de Cineclubes de todo o País, bem como com a participação do Presidente da Federação Internacional de Cineclubes, Paolo Minuto. Todos os fóruns cineclubistas foram muito participados e produtivos. Estou convicto que este Encontro dos Açores, será um marco no movimento cineclubista nacional. Claro, respeitando sempre o bom do passado, com o trabalho do presente, vislumbra-se um futuro de mais união, e de solidariedade entre todos nós. A ideia é, a partir de agora, trabalharmos em rede. Como referiu o Paolo Minoto, Presidente da Federação Internacional de Cineclubes, “Os Cineclubes unidos, jamais serão vencidos!…”

Será também de registar, que foi deliberado por unanimidade e aclamação, em Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Cineclubes, a criação de uma Delegação Regional da FPCC que terá a sua sede aqui na Horta. Creio que com esta estrutura montada nos Açores, proporcionará a criação de Cineclubes em outras ilhas do arquipélago e a partilha de sinergias. De facto, foi uma bela forma de assinalar os 5 anos de actividade do Cineclube da Horta.

 

 

 

– Notei uma maior interacção entre o público e os participantes. A que se deve essa mudança de atitude?

De facto, todas as sessões foram bastante concorridas. Pensamos que a visibilidade que o Faial Filmes Fest teve este ano não passou despercebida aos faialenses. Essa interactividade deve-se ao trabalho que o Cineclube da Horta tem desenvolvido nos últimos cincos anos. O facto de termos as actividades paralelas no festival; Workshops, os Concertos, permitiram naturalmente espaços de diálogo interessantes e muito positivos entre o público e os profissionais do cinema que nos visitaram.

 

– Foi eleito Vice-presidente da FPCC – Federação Portuguesa de Cineclubes. Em que ponto a sua nomeação é uma mais valia para o Cineclube da Horta ?

Neste aspecto, devo dizer que é também mais uma responsabilidade para este Cineclube, ter um elemento na Direcção da FPCC. A Direcção da Federação Portuguesas é o organismo que representa os cineclubes nas instâncias oficiais. A Direcção terá, obrigatoriamente tratar todos por igual. Irei dar a minha contribuição, dentro das minhas possibilidades para cumprir com o plano de actividades da FPCC para os próximos dois anos.

 

– O facto da Câmara Municipal da Horta, não ter participado no FFF causou-lhe algum embaraço perante os outros cineclubes? urine tramadol detection

Sim e não. Com menos apoios públicos, é mais difícil organizar um evento com esta dimensão, mas também é verdade que conseguimos fazê-lo, com muito esforço de uma equipa pequena mas extremamente empenhada em que o Festival fosse um sucesso, e com os apoios públicos e privados que efectivamente tivemos. E é para estes, que perceberam a importância deste projecto, que quero dirigir uma palavra sincera de profundo reconhecimento e também de agradecimento.

SM

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