Imposição de insígnias autonómica​s no Dia dos Açores

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Foram 37 as personalidades e instituições distinguidas este ano com insígnias honoríficas: 

Insígnia Autonómica de Valor (1): A Insígnia Autonómica de Valor destina-se a agraciar o desempenho excecionalmente relevante de cargos nos órgãos de governo próprio ou ao serviço da Região ou de feitos cívicos de grande relevo.

– Carlos Manuel Martins do Vale César (nasceu em outubro de 1956, em Ponta Delgada, foi Presidente do Governo Regional dos Açores entre 1996 e 2012, Vice-presidente e Deputado à Assembleia Regional e deputado à Assembleia da República, além de adjunto do Secretário de Estado da Administração Interna, membro da Assembleia Municipal de Ponta Delgada e Presidente da Assembleia de Freguesia da Fajã de Baixo, membro do Conselho de Estado, do Conselho Superior de Defesa Nacional, do Conselho Superior de Segurança Interna e do Conselho Superior de Proteção Civil).

 

Insígnia Autonómica de Reconhecimento (12): A Insígnia Autonómica de Reconhecimento destina-se a distinguir os atos ou a conduta de excecional relevância de cidadãos portugueses ou estrangeiros que valorizem e prestigiem a Região no País ou no estrangeiro, ou que para tal contribuam, bem como para a expansão da cultura açoriana ou para o conhecimento dos Açores e da sua história e que se distingam pelo seu mérito literário, científico, artístico ou desportivo. 

– António Clemente Pereira da Costa Santos (foi Secretário Regional do Comércio e Indústria do II Governo Regional, presidente do Clube União Micaelense, do Clube de Tiro de S. Miguel e da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Engenheiros e Membro, Secretário da Mesa, Vice Provedor e Provedor da Irmandade do Senhor Santo Cristo). 

– Ariel Edison Guadalupe Cabrera (a título póstumo; nasceu na cidade Madonado, no Uruguai, em 1942, tendo passado a viver desde a sua adolescência em San Carlos. No bicentenário da Fundação de San Carlos, a 24 de Agosto de 1963, nasceu o conjunto Los Azoreños, como Grupo de Ritmo e Danças, passando em 2004 a Associação Civil, e, em 2011, a Casa dos Açores. Livre pensador, escrevia contos e poesia como hobby, tendo o seu trabalho de maestro e professor ocupado a maior parte da sua vida).

– Artur Teodoro de Matos (licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, organizou e dirigiu o Departamento de História e o Centro de Estudos Gaspar Frutuoso até ser nomeado Vice-reitor da Universidade dos Açores, em 1983, tendo a sua ação sido considerada decisiva para o crescimento e afirmação científica da Universidade dos Açores).

– Francisco Cota Fagundes (nasceu na ilha Terceira e emigrou para os Estados Unidos muito jovem, tendo aí feito os estudos até ao doutoramento em Línguas e Literaturas Hispânicas em 1976. Professor de Português na Universidade de Massachusetts, Amherst, assinou, coordenou e traduziu 28 livros, sendo também autor de cerca de 70 artigos editados em revistas científicas e monografias).

– Heitor Miguel Medeiros Sousa (estudou no Seminário Episcopal de Angra do Heroísmo, onde concluiu o sétimo ano. No seu percurso laboral foi escriturário nos Tribunais de Ribeira Grande e de Ponta Delgada e funcionário da Caixa Económica da Ribeira Grande, do Banco Borges e Irmão e do Banco Comercial dos Açores, cujo escritório representativo dirigiu em Fall River, de 1981 até 1995. Fundou as Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, celebração que reúne milhares de emigrantes açorianos de vários pontos do mundo).

– Manuel Edward de Mello (a título póstumo; mais conhecido por Eddy Mello nasceu em S. Miguel e emigrou para a Bermuda aos 11 anos. Durante 30 anos foi o anfitrião do Programa Português de Rádio e pertenceu ao Portuguese Center Committe e ao Committe for Long Term Residents. Como empresário, promoveu espetáculos na Bermuda de talentos musicais então em voga, como Amália Rodrigues, Ray Charles, Stevie Wonder)

– Maria João da Câmara da Silva (nasceu em 1975 no Concelho das Lajes do Pico. Aos 32 anos começou a frequentar o Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia da Madalena do Pico, onde teve oportunidade de descobrir a sua aptidão para o desporto, com especial enfoque na modalidade de Atletismo, disciplina de marcha atlética. Portadora de trissomia 21, em 2010 foi selecionada para integrar a Seleção Nacional de Síndrome de Down, tendo nesse ano conquistado o primeiro lugar nas disciplinas de marcha atlética nas provas de 400M e de 1500M, no Campeonato do Mundo de Atletismo. Desde então tem participado em todas as competições regionais, nacionais, europeias e mundiais, tendo sempre revalidado o título nas provas de marcha e superado os seus recordes mundiais).

– Mário João de Oliveira Ruivo (formado em Biologia na Universidade de Lisboa, especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão de Recursos Vivos, tendo desenvolvido uma vasta investigação em Portugal e no estrangeiro. Foi Diretor da Divisão de Recursos Aquáticos e do Ambiente/Departamento de Pescas da FAO (Roma), Coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos, Membro da Comissão Estratégica dos Oceanos. É atualmente Presidente da Comissão Oceanográfica Intersectorial do MCTES, do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e do Fórum Permanente para os Assuntos do Mar).

– Meaghan Benfeito (nasceu em 1989 no Canadá, filha de pais portugueses oriundos dos Açores. Começou a sua carreira de atleta em 2005, ganhando logo nesse ano uma medalha de bronze nos Campeonatos Aquáticos Mundiais na sua cidade natal: Montreal. Em 2006 e 2007, ganha novas medalhas de bronze nos Jogos da Commonwealth e da Pan American em natação sincronizada. Nos Jogos Olímpicos de 2012, na competição de natação sincronizada, arrecada mais uma medalha de bronze).

– Nuno Duarte Gil Mendes Bettencourt (nasceu em setembro de 1966 na Praia da Vitória, ilha Terceira. Aos quatro anos emigrou com a família para os Estados Unidos da América. Em 1985 integra a banda de rock “Extreme”, sendo considerado pela crítica da especialidade um dos melhores guitarristas do mundo. Concebeu o seu próprio modelo de guitarra, a N4, que vende uma média de 300.000 por ano. Atualmente é guitarrista da tournée da cantora norte americana Rhianna).

– Seminário Episcopal de Angra (fundado em 1862, é a única instituição de ensin0 o eclesiástico da Igreja Católica na Região. Foi, durante muito tempo, a única instituição de ensino pós-secundário nos Açores, responsável pela formação de gerações e da intelectualidade das ilhas. Passaram pelo Seminário Episcopal nomes hoje reconhecidos nas artes e, principalmente, na literatura).

– Vasco Manuel Pimentel Pereira da Costa (nasceu em 1948 em Angra do Heroísmo e vive em Coimbra desde 1966. Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi professor nos ensinos secundário e superior e diretor do Departamento de Cultura, Turismo e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Coimbra. De 2001 a 2008 foi Diretor Regional de Cultura nos Açores. Escritor, publicou seis livros de ficção e sete de poesia. Recebeu o Prémio Miguel Torga 1984 e o prémio Aquilino Ribeiro em 1985. É também pintor conhecido pelo pseudónimo de Manuel Policarpo, nome de seu avô).

 

Insígnia Autonómica de Mérito : A Insígnia Autonómica de Mérito visa distinguir atos ou serviços meritórios praticados por cidadãos portugueses ou estrangeiros no exercício de quaisquer funções públicas ou privadas. Tem três categorias.

Insígnia Autonómica de Mérito Profissional (3):

– Augusto Pamplona Monjardino (a título póstumo; nasceu em 1909 em Angra do Heroísmo. Licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa. Regressou às origens e praticou Medicina em todas as especialidades não disponíveis naquele tempo na ilha Terceira. Delegado de Saúde por longos anos, foi ainda Presidente do Rádio Clube de Angra.

– Dinis Manuel Pacheco Martins (nasceu em 1957 na Lagoa, em S. Miguel. Licenciou-se em Medicina em 1984 na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. É titular das subespecialidades de Eletrofisiologia Cardíaca e Cardiologia de Intervenção. Foi gestor do Programa de Prevenção e Controlo das Doenças Cerebrocardiovasculares do Plano Regional de Saúde entre 2009 e 2012. É Diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, desde 2006.

– Vasco Augusto Sodré Aguiar (nasceu em 1932 em Angra do Heroísmo, onde fez estudos até à Universidade. Licenciou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e especializou-se em Radiologia no Hospital de Santa Maria. É especialista em Radiodiagnóstico pela Ordem dos Médicos desde 1962 e fez o curso de Mamografia em 1979. Foi Diretor do Serviço de Radiologia do Hospital de Santo Espírito de 1962 a 2002 e dirigiu o serviço de Mamografia do Centro de Oncologia dos Açores). 

 

Insígnia Autonómica de Mérito Industrial, Comercial e Agrícola (5):

– Artur Ribeiro Ramos (nasceu em 1939 em Santa Cruz das Flores e estreou-se na carreira comercial na empresa do seu pai em 1954, tendo em 1958 assumido funções de sócio gerente. Foi mentor do desenvolvimento e modernização do comércio nas Flores, empregando centenas de trabalhadores. Nos planos desportivo, social e cultural também exerceu funções no Clube de Futebol União Desportiva de Santa Cruz, na Sociedade Filarmónica Dr. Armas da Silveira, na Santa Casa da Misericórdia e no Lions Clube Pérola do Ocidente, que obteve o prémio de Clube Excelência.

– Emiliano Arruda de Castro Carneiro (a título póstumo; nasceu em 1926, em S. Miguel. Engenheiro agrónomo, gestor de empresas nas áreas da produção agroalimentar e distribuição, ganhou projeção com a sua ação na direção da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores. Foi fundador e primeiro Presidente da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Engenheiros).

– João Batista dos Santos (nasceu na Batalha há 72 anos. Iniciou a sua atividade como industrial no setor da construção civil na região de Leiria, projetando vários negócios em diferentes pontos do país e alargando a sua área empresarial à hotelaria e restauração. Nos Açores, em 1983, constituiu a sociedade Praia de Lobos Empreendimentos Turísticos, S.A., em Vila do Porto, sendo atualmente Presidente do Conselho de Administração da Empresa e, desde 1999, sócio da empresa VOPARUT – Investimentos Turísticos, Lda).

– José Aurélio Martins Mendonça (nasceu em 1951, na freguesia de Santa Cruz, Concelho Praia da Vitória. Distinguiu-se como empresário agrícola embora tenha tido também outras atividades sociais. Foi dirigente dos talhos da ilha Terceira e sócio fundador da Associação dos Agricultores do Distrito de Angra do Heroísmo em 1975, além de Presidente da direção da Unicol durante 13 anos)

– Luís Alberto Meireles Martins Mota (nasceu em 1945 no Concelho da Lagoa, em S. Miguel. Licenciou-se em Engenharia Química pela Universidade do Porto em 1969 e em Farmácia, também pela Universidade do Porto em 1975. Iniciou funções políticas como Deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, tendo sido também Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Presidente do Conselho de Administração da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, Administrador da Empresa de Eletricidade dos Açores, S.A., Presidente da Direção da Associação para o Desenvolvimento e Promoção Rural e Vogal do Conselho de Administração da Empresa PROCONFAR S.A).

 

Insígnia Autonómica de Mérito Cívico (9):

– António José Pimentel Cassiano (nasceu em 1943 nas Furnas, concelho da Povoação. Foi para o Seminário de Angra em 1954 e ordenado padre em 1966. De 1967 a 1973 foi Pároco na Freguesia do Norte Pequeno, na ilha de São Jorge. De 1975 a 1996 exerceu atividade profissional na área da Segurança Social, em Vila Franca do Campo e, nessa qualidade, atividade sindical como dirigente regional e nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, tendo representado os Açores no Conselho Nacional da CGTP durante 3 anos de mandato. É Pároco In Solidum e Ouvidor em Vila Franca do Campo e, desde o ano 2000, Diretor do jornal A Crença.

– Fernanda Correia Garcia Trindade (nasceu em 1945 no Faial. Iniciou a sua atividade como professora do Ensino Básico na ilha Terceira, profissão que desempenhou ao longo de 30 anos. Fez nascer o primeiro jornal escolar “Janela Aberta”, colaborou com várias Instituições Particulares de Solidariedade Social e fundou em 1996 a Associação Liga dos Amigos do Hospital de Angra, que dirigiu durante 17 anos. Integra a lista para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores pelo Partido Socialista na legislatura 2004/2008, assumindo as funções de deputada).

– Filarmónica Lira Corvense (constituída em 4 de novembro de 1938, sendo a única banda existente na ilha do Corvo. Desde a sua constituição passou por momentos difíceis, chegando a suspender as suas atividades por razões de emigração e do serviço militar obrigatório, que desfalcavam a população juvenil da ilha. A Filarmónica Lira Corvense foi reativada em 1991. Não tendo maestro residente, tem contado com diversas colaborações de nomes sonantes na área musical).

– Fundação Faialense (Em 1969 nascia em New Bedford, resultante de uma ideia apresentada pelo Padre Manuel Garcia, acolhida por um grupo de faialenses que aceitaram o desafio de criar um fundo para bolsas a atribuir a estudantes faialenses com dificuldades financeiras. A primeira bolsa foi atribuída em 1972 e em 1973 expandiu-se para a Califórnia. Em 1980 começou a atribuir bolsas aos filhos de faialenses emigrados. Ao longo do tempo, a dedicação dos seus voluntários foi consolidando a obra da Fundação com a atribuição de mais de 325 bolsas e com um fundo superior a 200 mil dólares.

– José Cardoso Romeiro (nasceu na vila de S. Sebastião em 1930. Emigrou para o Brasil com 21 anos e o pagamento do seu primeiro trabalho, num açougue, foi apenas a garantia da sua subsistência: alimentação e dormida. Quando aprendeu o ofício de cortar a carne foi convidado a ser sócio de um talho e, desde então, começou a ser um empresário de sucesso, primeiro como talhante, depois como proprietário de um posto de gasolina e, em seguida, proprietário de uma empresa de transporte de passageiros. Emprega hoje mais de setecentas pessoas). 

– José Simões Borges (a título póstumo; nasceu em 1928, na Ilha Terceira. Foi ordenado em 16 de Novembro de 1952 e paroquiou na Terceira e em S. Jorge, até à sua ida para a Graciosa em 1964, onde ficou responsável pelas igrejas de Ribeirinha e Vitória. Em 1985 passou a dirigir a paróquia de Guadalupe. Também foi dirigente associativo, cronista, conferencista, pesquisador historiográfico, tendo deixado marcas no folclore, na rádio, no teatro, e sobretudo, na memória coletiva dos açorianos e, em especial, dos graciosenses. Violinista, compositor e maestro, o Padre Simões colaborou ainda com diversos grupos musicais).

– José Soares Nunes (nasceu em 1934 na ilha de São Jorge. No Seminário Episcopal de Angra fez a sua formação liceal, filosófica e teológica com vista ao sacerdócio, sendo, desde 1964, professor de Teologia neste Seminário, docência que vem exercendo ininterruptamente até ao presente. Foi Vice-Reitor do Seminário Episcopal de Angra. Em 1990 foi nomeado Monsenhor com o grau de Capelão de Sua Santidade e, em 2006, foi elevado ao grau de Prelado de Honra de Sua Santidade. É Vice-Chanceler da Cúria Diocesana desde 2005, cargo que lhe tem sido renovado até ao presente por sucessivas Provisões Episcopais.

– Júlio da Rosa (nasceu em 1924 na freguesia Flamengos, concelho da Horta. Pároco das Angústias, professor do Liceu da Horta, colaborador e fundador de alguns periódicos, educador e homem de cultura é autor de 13 títulos publicados. Organizou o Museu de Arte Sacra e Etnografia Religios, é membro do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios e do Instituto de Estudos Genealógicos do Uruguai).

– Obra Social Madre Maria Clara – Açores (fundada pela Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição em setembro de 1997, tendo como lema “onde houver o bem a fazer que se faça”. A obra está instalada em três ilhas: no Pico, com um Centro de Acolhimento Temporário e um Lar de Crianças e Jovens; na Terceira com uma Creche, um Jardim de Infância e uma Escola do Ensino Básico até ao sexto ano de escolaridade; em S. Miguel, um Lar de Crianças e Jovens, um ATL e uma Ludoteca Ambulante). 

 

Insígnia Autonómica de Dedicação (7) : A Insígnia Autonómica de Dedicação visa destacar relevantes serviços prestados no desempenho de funções na Administração Pública, bem como agraciar aqueles funcionários que demonstrem invulgares qualidades dentro da sua carreira e que, pelo seu comportamento, possam ser apontados como exemplo a seguir.

– Adelaide Maria Medina Teles (como professora, em 1975, integrou um curso que teve por objetivo a sensibilização para a democratização do ensino, novos programas e novos métodos de aprendizagens e também fez parte da equipa de professores que fundou o ensino oficial então chamado preparatório. Foi coordenadora pedagógica, delegada sindical e pertenceu a várias organizações da Igreja, de natureza formativa e de solidariedade social. Foi deputada à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores durante 16 anos. É Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa desde 1 de janeiro de 1980).

– Ana Paula de Medeiros Andrade Constância (nasceu em 1964 em Ponta Delgada onde concluiu o Curso Geral de Música no Conservatório Regional. Em 1987 concluiu o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional em Lisboa e, no ano seguinte, o curso superior de composição. Estudou também durante três anos no Instituto Gregoriano de Lisboa. Tem realizado ao longo da sua carreira muitos concertos a solo e em conjunto, em Portugal e no estrangeiro, entre os quais se destacam um concerto com a soprano Eulália Mendes na Expo 98, integrado no Dia dos Açores. É, desde 1989, professora no Conservatório Regional de Ponta Delgada, onde dirige desde 2004 o Coro Infantil e assumiu há nove anos a Presidência do Conselho Executivo.

– Arminda Maria Ávila Pimentel da Silveira (Arminda Alvernaz de seu nome artístico, nasceu no Pico, onde começou a sua carreira artística a seguir alargada a todas as ilhas dos Açores e ao continente português. Em 1990 iniciou a sua carreira internacional. Editou três álbuns de fado a solo: “Maresia” em 1999; “Água de Fado” em 2006 e “Fado Lira” em 2012. Gravou um álbum de homenagem ao velejador Genuíno Madruga e gravou também com outros artistas e com uma Orquestra Internacional composta por elementos de vários países europeus “7 Luas Orkestra”)

– Carlos Alberto Marques (foi residir para a Ilha das Flores em julho de 1976, como sargento enfermeiro da Marinha. Ao longo da sua carreira desempenhou as mais variadas tarefas profissionais: internamento, urgências hospitalares, pequena cirurgia, ortopedia e cardiologia. Foi pioneiro em cuidados domiciliários e dinamizador ativo da instalação de telemedicina, tendo criado o serviço regular de teleetrocardiografia e o serviço de Fisioterapia, a unidade móvel de saúde, consultas regulares de Pediatria e Cardiologia Pediátrica, Psiquiatria, Fisiatria).

– Francisco da Encarnação Afonso (nasceu em setembro de 1931 no Concelho de Freixo de Espada à Cinta. Fez o Curso de Pilotos da Força Aérea Portuguesa, o Curso de Navegador e o Curso de Instrução em Aviões Plurimotores. Veio em 1965 para os Açores – Base Aérea de Lajes. Fez desta a sua terra de adoção e ingressou como piloto nos quadros da SATA, onde foi responsável pela Direção das Operações de Voo durante mais de 20 anos, acumulando com as funções de piloto comandante, de instrução e verificação de pilotos. Pilotou toda a frota da SATA com exceção do Dornier. – José Costa Melo (nasceu em 1946 em S. Miguel, na freguesia da Relva. Trabalhou no jornal Diário dos Açores e estudou, simultaneamente, durante seis anos, até à entrada para o serviço militar. Pertenceu aos quadros da RTP/Açores mais de vinte anos, até ao ano de 1995, altura em que decidiu retirar-se e dedicar a quase totalidade do seu tempo à causa pública. Tem trinta e três anos de trabalho como autarca ao serviço da população da Relva).

– Maria de Simas Cardoso (nasceu na Horta em 1929. Frequentou a Escola do Magistério Primário da Horta e iniciou a sua atividade profissional em 1951. Lecionou nas freguesias de Angústias, Pedro Miguel, Feteira, Praia do Almoxarife e Matriz. Em 1969 foi nomeada para exercer as funções de professora de Didática Especial, Legislação e Administração Escolar, no quadro da Escola do Magistério Primário da Horta. Foi diretora da Escola do Magistério Primário da Horta de 1978 a 1989 e de 1990 a 1995 responsável pelo polo da Horta do Centro Integrado de Formação de Professores, o que lhe permitiu negociar a extensão do ensino da Universidade Aberta à Horta).

 

A imposição das insígnias autonómicas teve lugar esta segunda-feira na cidade da Horta, durante a sessão solene comemorativa do Dia da Região, organizada conjuntamente pelo Governo dos Açores e pela Assembleia Legislativa.

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