Alterações da lei promovem identificação do trabalhador com o escravo – relatório

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As recentes alterações da legislação laboral resultaram na “desconsideração da pessoa do trabalhador”, promovendo, subliminarmente, a sua identificação com o escravo, refere um relatório sobre a crise, que na terça-feira será divulgado na Universidade do Minho, em Braga.

Trata-se do relatório “A Anatomia da Crise: Identificar os Problemas para Construir as Alternativas”, da responsabilidade do Observatório Crises e Alternativas, coordenado por Manuel Carvalho da Silva, ex-líder da CGTP.

De acordo com o relatório, as alterações da legislação laboral promovem, “subliminarmente, a identificação do trabalhador com os descartáveis (fungíveis), os de magros recursos, os de reduzido património social, os de baixa escolaridade, os que não sabem falar, os que não têm voz, os de caráter corroído pelas sucessivas amarguras da vida, afinal os descendentes do antigo servo, herdeiro, por sua vez, do escravo, o precário”.

 

Lusa

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