BE considera inaceitável que Cofaco continue a receber apoios públicos depois de despedimento coletivo

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COFACOO Bloco de Esquerda considerou hoje inaceitável, que a Cofaco continue a receber apoios públicos, depois de anunciar esta terça-feira o despedimento coletivo de cerca de 180 trabalhadores, e ter recebido “milhões de euros de apoios públicos, direta e indiretamente” ao longo de anos, apoios esses que, acusa o BE – “não servem para criar postos de trabalho, servem apenas para encher os bolsos dos acionistas”.

Para o BE, o gesto da empresa foi de “total desrespeito e insensibilidade social”, que depois de ter recebido apoio público, “com o dinheiro de todos os açorianos e açorianas, responde com um despedimento coletivo que vai afetar 180 pessoas, e que terá um enorme impacto social e económico na ilha do Pico”.

O Bloco relembrou em comunicado que “várias vezes alertou ao longo do último ano para o possível encerramento eminente da fábrica da Cofaco no Pico, e que perante estes alertas, o Governo Regional respondeu sempre que os trabalhadores podiam ficar descansados porque a empresa não iria sair do Pico. Afinal, o Governo estava enganado”, afirmam os bloquistas.
Quanto à promessa, feita pela empresa, de contratar os mesmos trabalhadores aquando da conclusão da fábrica que vai ser construída no Pico, e que estará pronta dentro de aproximadamente dois anos, o BE considera que “é mais uma tentativa de atirar areia para os olhos dos trabalhadores, uma vez que não há qualquer garantia legal de que tal venha a acontecer”.

“De uma empresa que, de forma leviana e desumana, atira 180 pessoas para o desemprego, não se espera que cumpra qualquer compromisso futuro”, expressa o Bloco de Esquerda, que já solicitou uma reunião com o sindicato que representa os trabalhadores e vai levar esta questão ao parlamento.

 

 

 

Açores 24Horas / NI

talholagoa1

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