Governo espera que a SATA volte a resultados líquidos positivos em 2021, afirma Ana Cunha

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A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou hoje que o Governo dos Açores mantém e reafirma o compromisso de “dotar o Grupo SATA com os instrumentos necessários para a sua afirmação a nível regional, nacional e internacional”, e para realizar o seu objeto social de “servir sempre cada vez melhor os Açores e os Açorianos”.

Ana Cunha, que falava na Comissão Eventual de Inquérito ao Setor Público Empresarial Regional e Associações sem Fins Lucrativos Públicas, salientou que, neste sentido, o Executivo “tem vindo a fazer um esforço para robustecer financeiramente a empresa, seja por via do pagamento das verbas devidas pelos contratos que tem com as empresas do Grupo SATA, seja por reforço do seu capital social”.

Na sua declaração inicial, a titular da pasta dos Transportes adiantou que, “em 2017, no âmbito dos contratos relativo às Obrigações de Serviço Público Interilhas e à Gestão de Aeródromos foram pagos 32 milhões de euros, bem como 3,6 milhões de euros para aumento do capital social”.

Em 2018, “até à presente data, foram já pagos 49 milhões de euros, dos quais 39,8 milhões de euros relativos às Obrigações de Serviço Público Interilhas e à Gestão de Aeródromos e ainda 9,3 milhões de euros para aumento do capital social”.

Assim sendo, no corrente ano foram já transferidos para o Grupo SATA aproximadamente mais 14 milhões de euros do que em 2017.

Além dos pagamentos efetuados em 2018, Ana Cunha salientou que “o Governo dos Açores deliberou aumentar o capital social do Grupo SATA no período 2017-2023, no montante global de 48,6 milhões de euros”, dos quais foram já transferidos 12,9 milhões de euros.

Em relação à alienação de 49% do capital social da Sata Internacional – Azores Airlines, Ana Cunha salientou que o processo se encontra a decorrer e “aguarda a conclusão da análise técnico-jurídica pela SATA Air Açores”, sendo que “nesta análise há questões complexas, sobretudo as relacionadas com as perspetivas de negócios futuros que têm de ser ponderadas por ambas as partes”.

A decisão do Governo dos Açores, acrescentou, “visou criar condições para a Azores Airlines melhorar o seu desempenho operacional, afirmar a sua posição no mercado e garantir o aproveitamento de novas oportunidades de negócio, sem perder de vista o seu objeto social”.

A nova administração da SATA manterá e assume as principais linhas do Plano de Negócios 2017-2022, que passam por uma estratégia de ‘hub’ com canalização do tráfego para o ‘hub’ dos Açores, pelo aumento da oferta por via de um incremento de rotações e capacidade oferecida, pela promoção de uma maior conetividade da oferta para reforço da sua competitividade, pelo desenvolvimento de uma estratégia comercial concertada para incremento da procura, por via do reforço de parcerias em regime de ‘code-share’ e de interline e do marketing, da reformulação da rede e aproveitamento dos mercados naturais (Portugal e América do Norte) e de novos mercados que acrescentam valor à estratégia de rede, designadamente ao nível da Macaronésia, bem como operações de apoio nos principais mercados europeus da Alemanha e Reino Unido, por um plano de redução de custos e de risco, sobretudo a nível de custos fixos e de estrutura, bem como de implementação de mecanismos de compensação pelo défice de exploração nas rotas de obrigações de serviço público e pela promoção de uma maior eficiência da frota, por via do ajustamento da frota para aeronaves de médio e de longo curso de menor dimensão e tecnologicamente mais evoluídas, que possibilitam uma maior eficiência e flexibilidade face à rede projetada.

A recém-empossada administração assume ainda uma estratégia de manutenção de uma empresa internacional de transporte aéreo sediada na Região e a regeneração económico-financeira do Grupo, desejavelmente contando com o parceiro privado ou de capitais privados.

Ana Cunha salientou, no entanto, que “a participação privada não é condição indispensável”, já que “essa regeneração pode acontecer com o atual estatuto acionista e em paralelo com as negociações para alienação de 49% do capital social da SATA Internacional”.

A Secretária Regional frisou ainda os objetivos da nova administração e que, no que diz respeito à SATA Internacional e para o ano de 2019, “passam pela inversão da trajetória nos resultados”, dando “fortes sinais de recuperação e prevendo uma redução do valor do prejuízo na ordem dos 50%”.

Para 2020, espera-se a consolidação da estratégia de redução dos prejuízos, apresentando resultados tendencialmente nulos, sendo que, em 2021, a empresa deverá apresentar resultados líquidos positivos.

No que se refere à SATA Air Açores, as metas passam por não ter prejuízo em 2019, sendo que para 2020 e anos seguintes deve ser prosseguida a trajetória de 2019, obtendo resultados líquidos positivos.

“Estas são as metas assumidas pelo novo Conselho de Administração da SATA”, com as quais “o Governo concorda e subscreve”, adiantou Ana Cunha, acrescentando que “dão uma perspetiva de confiança no futuro do Grupo”.

“Estou convicta de que as medidas que estão a ser planeadas e implementadas pelo Conselho de Administração da SATA irão refletir esses objetivos e metas”, disse a Secretária Regional.

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