Universidade dos Açores deve continuar a ser um dos principais motores de transformação social e científica da Região, afirma Gui Menezes

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia frisou hoje, em Ponta Delgada, que, considerando a “importância estratégica” da investigação ligada ao Mar, vai ser disponibilizado um apoio público “superior a dois milhões de euros”, a que a Universidade dos Açores se pode candidatar para contratar “cerca de uma dezena de docentes ou investigadores para os próximos três anos, de modo a fortalecer o polo universitário da ilha do Faial”.

Este apoio, anunciado, em novembro, pelo Presidente do Governo, “será concertado com a Reitoria”, integrando verbas que estavam, em parte, inicialmente destinadas a outro tipo de investimento na área do Mar.

Para Gui Menezes, “será essencial para fortalecer o polo da Horta da Universidade dos Açores e as Ciências do Mar na Região”.

O Secretário Regional, que falava na sessão solene comemorativa do 43.º aniversário da Universidade dos Açores, lembrou que o percurso desta instituição está “ligado à história da Autonomia”.

“Ao longo de mais de quatro décadas, a Universidade dos Açores tem colocado o conhecimento ao serviço da sociedade e tem contribuído para o desenvolvimento do arquipélago”, disse, acrescentando que “o sucesso” da academia açoriana será também “um importante contributo” para o sucesso da Região.

Neste sentido, afirmou que o Governo Regional, “dentro daquilo que são as suas possibilidades e competências, tem vindo, e continuará, a apoiar a Universidade dos Açores a vários níveis, incluindo a sua organização tripolar, que constitui uma marca identitária da academia açoriana e que nunca deverá ser posta em causa”.

O Secretário Regional defendeu que se espera que a Universidade dos Açores continue a ser “um dos principais motores de transformação social e científica da Região”, apontando, para tal, a importância de apostar numa oferta formativa “diversificada, ampla e de qualidade”.

Na sua intervenção, lembrou a criação de programas específicos de apoio financeiro ao desenvolvimento científico e tecnológico, destacando o PRO-SCIENTIA, em vigor desde 2012, “cujo acesso é restrito a entidades de investigação e desenvolvimento (I&D) sediadas nos Açores e cujo principal e quase único beneficiário é a Universidade dos Açores”.

Precisamente no âmbito do PRO-SCIENTIA, frisou a abertura de vários concursos durante o primeiro semestre deste ano, num valor total de financiamento superior a 400 mil euros, sublinhando que o orçamento regional para este ano para a Ciência será aplicado, “maioritariamente, em projetos de investigação, na promoção da internacionalização da investigação, no fomento da cooperação e transferência de conhecimento entre as entidades do Sistema Científico e Tecnológico Açoriano e o tecido socioeconómico”.

O titular da pasta da Ciência sustentou que “a formação avançada é o suporte fulcral ao futuro da Região e à fixação de jovens com qualificação de alto nível, essenciais à criação de emprego qualificado, ao empreendedorismo e à melhoria da competitividade empresarial”, acrescentando que, nesta área, a Universidade dos Açores tem também um “papel fundamental”.

Ainda no que se refere à investigação, Gui Menezes realçou o reconhecimento granjeado “além-fronteiras” pelos investigadores da Região envolvidos em projetos científicos internacionais “de primeira linha” e em áreas científicas que o Governo dos Açores considera de “grande importância estratégica”.

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