Aprovada classificação do Vulcão dos Capelinhos como Monumento Natural

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Foi hoje aprovada, por unanimidade, na Assembleia Legislativa Regional, uma proposta de Decreto Legislativo Regional que cria o Monumento Natural do Vulcão dos Capelinhos, valorizando assim, no contexto da Rede de Áreas Protegidas dos Açores, esta zona da ilha do Faial, por reunir todos os requisitos para o efeito, uma vez que se trata do território natural emerso mais recente de Portugal que apresenta valores naturais, cénicos, culturais e históricos de relevância incontestável, cuja integridade deve ser preservada”, frisou na apresentação do documento a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo.

Com esta classificação, “o vulcão dos Capelinhos ganhará ainda mais destaque, cumprindo-se, assim, e uma vez mais, a estratégia espelhada no Programa do Governo de valorização do património natural dos Açores”, afirmou Marta Guerreiro, relembrando que “no contexto dos 60 anos da sua erupção e dos 10 anos do Centro de Interpretação, hoje damos mais um passo na salvaguarda de um património tão valioso como o Vulcão dos Capelinhos, que se junta aos 10 Monumentos Naturais existentes na Região, enquanto área protegida que se carateriza pela necessária proteção da singularidade dos elementos naturais”, sublinhou a Secretária Regional.

A titular da pasta do Ambiente lembrou que, ao longo dos últimos 60 anos, “foram criados elementos geomorfológicos de elevada representatividade e com expressivo potencial didático, permitindo ainda observar os diferentes produtos vulcânicos de cada uma das fases eruptivas”, o que “veio abrir uma nova página no panorama científico internacional, por via de uma melhor compreensão, resultante da observação direta, dos diferentes processos que levam à formação de ilhas vulcânicas, como é o caso do arquipélago dos Açores”.

Em 1988, o vulcão foi classificado com Reserva Florestal Natural Parcial, reclassificada como Reserva Natural em 2007, passando, no ano seguinte, a fazer parte da área protegida para a gestão de habitats ou espécies dos Capelinhos, Costa Noroeste e Varadouro, integrada no Parque Natural da Ilha do Faial, criado nesse mesmo ano, tendo sido em 2008, inaugurado o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, que, “para além da interpretação e promoção do património ambiental daquela área protegida, assegura o registo de um período marcante da história recente dos Açores, constituindo-se como um espaço museológico de referência, ao ponto de ter recebido, na sua primeira década de existência, mais de 250 mil visitantes”.

Esta é “uma estratégia permanente em todas as nove ilhas do arquipélago, onde a biodiversidade, a geodiversidade e as paisagens dos Açores assumem destaque por serem elementos essenciais e determinantes da nossa identidade”, exigindo “uma gestão cuidada, permanente e sustentável, incluindo a monitorização e controlo das principais ameaças”, e onde “temos desenvolvido um trabalho acrescido, não só para continuarmos a ostentar a riqueza do nosso património natural, mas, mais do que isso, para sermos considerados como um exemplo em termos de implementação de políticas públicas ambientais”, reforçou a Secretária Regional.

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