DGS aconselha quem vai viajar para o Brasil a vacinar-se contra a febre amarela

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou hoje aos portugueses que viajem para o Brasil que se vacinem contra a febre amarela e adotem medidas de proteção contra a picada de mosquitos como a aplicação de repelentes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em dezembro de 2018 teve início o período epidémico de febre amarela no Brasil, que se estima durar até maio de 2019.

Até ao momento, foram notificados 36 casos confirmados, dos quais oito pessoas morreram, nos Estados de São Paulo e Paraná, refere a DGS num comunicado publicado no seu ‘site’.

Desde maio de 2018 que a OMS recomenda a vacinação contra a doença a todos os viajantes internacionais, com idade superior a nove meses, com destino ao Brasil.

“Dado o risco acrescido de febre amarela para cidadãos portugueses que viajem para o Brasil”, a Direção-Geral da Saúde emitiu hoje várias recomendações, como a marcação de Consulta do Viajante ou com o médico assistente, pelo menos quatro semanas antes da partida.

Recomenda também quem viajar para o Brasil, e que nunca foi vacinado, para se vacinar contra a febre amarela pelo menos 10 dias antes da partida.

A DGS aconselha ainda os viajantes a adotarem medidas de proteção individual contra a picada de mosquito, como a aplicação de repelentes, de acordo com as instruções do fabricante.

“Se tiver de utilizar protetor solar e repelente, deverá aplicar primeiro o protetor solar e depois aplicar o repelente”, explica a autoridade de saúde.

Outra medida de precaução apontada pela DGS é a utilização de redes mosquiteiras em carrinhos de bebé, berços e alcofas para proteger as crianças e “sobre a cama, entaladas no colchão, depois de verificar que não há nenhum mosquito no seu interior e de confirmar se a rede não está rasgada”.

As redes mosquiteiras também devem ser utilizadas durante o dia em janelas, portais e beirais.

Os viajantes devem também optar por alojamento com ar condicionado e utilizar vestuário largo que cubra a maior área corporal possível, de forma a diminuir a exposição corporal à picada (camisas de manga comprida, calças e calçado fechado).

A Direção-Geral da Saúde recomenda aos viajantes que, até 12 dias após o regresso, apresentem sintomas sugestivos da doença (febre, calafrios, dores de cabeça intensas, dores musculares, fadiga, náuseas e vómitos), contactem o SNS 24 (808 24 24 24 – http://sns24.gov.pt/ ou consultem o médico, referindo a viagem recente.

Em 2016/2017 foram registados 778 casos de febre amarela em pessoas (incluindo 262 óbitos) e 1.376 casos (incluindo 483 óbitos), em 2017-2018.

 

Lusa

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