SATA esclarece que foram programados voos extraordinários para Flores e Corvo

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A SATA respondeu às acusações do PPM e da CDU de falta de ligações às ilhas do grupo ocidental açoriano, garantindo que foram programados voos extraordinários para compensar os cancelamentos e que não há favorecimentos de passageiros.

Em causa estão as acusações feitas pelo PPM/Açores de que a SATA não iria repor as ligações ao Corvo durante o fim de semana, depois dos cancelamentos devido ao mau tempo, e da CDU/Flores, que apontou que “a orientação da política definida” para a companhia aérea “continua a privilegiar em exclusivo os turistas, designadamente para dar cumprimento à política de reencaminhamentos gratuitos para os passageiros das low-cost [companhias de baixo custo] em detrimento e em prejuízo da população residente”.

Em declarações à agência Lusa, António Portugal, porta-voz da transportadora aérea açoriana, explicou que as condições meteorológicas que se registam desde quinta-feira têm “condicionado a operação” durante os últimos dois dias, uma situação que “se reflete no dia de hoje, embora hoje a operação esteja a decorrer com uma certa normalidade”.

O responsável acrescentou que foram programados voos extraordinários para as Flores e o Corvo, “alguns dos quais já foram realizados”.

António Portugal esclareceu que “houve uma avaria em duas aeronaves, concretamente dois Dash-200, que fez com que um desses voos fosse cancelado para a ilha das Flores”.

A avaria afetou, também, as ligações previstas para a ilha do Corvo, já que o Dash-200 é a única aeronave da frota da SATA que consegue operar no aeroporto da ilha mais pequena do arquipélago.

Sobre as queixas apresentadas pelo PPM/Açores, António Portugal afirmou que “não correspondem à realidade”, já que depois do cancelamento do voo desta sexta-feira para o Corvo foram programados voos para hoje, “concretamente nas rotas entre o Corvo e a Horta e o Corvo e as Flores”, mas que estes acabaram por ser também cancelados, devido à avaria do avião.

Essas ligações estão, no entanto, previstas para domingo.

Em relação às acusações da CDU, o porta-voz garante que “não existe, nem nunca existiu, qualquer proteção especial a passageiros de reencaminhamentos, em detrimento de passageiros oriundos das ilhas, sejam elas quais forem”.

“O que existe são voos que têm uma determinada capacidade e reservas que são feitas com a antecedência necessária para se poder garantir um lugar no avião, numa determinada data”, prosseguiu.

O responsável admite que “os passageiros que, por qualquer emergência ou urgência, necessitam de sair das Flores podem, eventualmente, ter alguma dificuldade na situação de voos cheios, mas não existe qualquer proteção a passageiros de ligação ou reencaminhamentos”.

O cancelamento de voos em toda a região devido às condições meteorológicas afetou 800 passageiros durante sexta-feira e estes seriam encaminhados hoje, adiantou AntónioPortugal.

Desses 800, os 130 passageiros que tinham como destino as ilhas do grupo oriental, não seguiram viagem hoje, devido à avaria da aeronave.

 

 

Lusa

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