“Pico Crab Company” | Exemplo de boas práticas de sustentabilidade aliado a produtos de alta qualidade e elevado valor acrescentado

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou hoje, em São Roque do Pico que “interessa acarinhar projetos inovadores com boas práticas de sustentabilidade” na área das pescas.

Gui Menezes falava à margem de uma visita à ‘Pico Crab Company’, a única empresa dos Açores que se dedica à exportação de caranguejo real, capturado a cerca de 800 metros de profundidade, e à venda de bocas de sapateira.

No último dia da visita estatutária ao Pico, o Secretário Regional salientou que este projeto, cofinanciado pelo Governo dos Açores e pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), no âmbito dos apoios à transformação dos produtos da pesca e da aquacultura, “tem práticas interessantes de sustentabilidade”.

Gui Menezes frisou que, “como em qualquer outra pescaria, é preciso ter cuidados de sustentabilidade”, adiantando, neste sentido, que o Governo dos Açores já dispõe de dados científicos que permitem legislar as capturas máximas sustentáveis daquelas duas espécies, “para o caso de haver outros armadores interessados em fazer esta pescaria noutras ilhas”.

“Esta é uma pescaria que pode ser mais desenvolvida, trazendo rendimento aos pescadores açorianos”, disse.

Este projeto, num valor de investimento de 21 mil euros, contemplou a adaptação de um armazém a unidade de transformação, bem como a aquisição de equipamento.

“Estes são produtos de alta qualidade e de elevado valor acrescentado”, afirmou, referindo que, no caso das sapateiras, apenas lhes são retiradas as bocas, que depois voltam a crescer, “não pondo, por isso, em causa a sustentabilidade da espécie”.

“Por outro lado, no caso do caranguejo real, apenas os machos são capturados”, acrescentou.

A ‘Pico Crab Company’ exporta para mercados ‘premium’ de Hong Kong, Taiwan, Singapura, Malásia, Dubai, EUA e França.

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