João Ponte garante que produção de carne de bovino continua a crescer nos Açores

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas salientou hoje, no Faial, que o setor da carne continua a crescer e a desenvolver-se de forma muito positiva nos Açores, tendo registado, até julho, um crescimento de 4,1% no abate de bovinos e de 11% na expedição de carcaças para fora do arquipélago.

Estes indicadores, nos últimos dois anos, comparando períodos homólogos, registam taxas de crescimento de 17% ao nível do abate de bovinos e de 33% na expedição de carcaças.

“O total de bovinos aprovados para abate nos matadouros dos Açores registou, até julho, um crescimento de 4,1%, enquanto, no caso concreto da ilha do Faial, o aumento foi de 8,1%”, revelou João Ponte, acrescentando que, no caso da expedição de carcaças a partir desta ilha, o crescimento totalizou 16% e, ao nível do arquipélago, a expedição de carne para fora da Região em carcaça representa 60% do total de abates efetuados.

O governante falava no final da visita a uma exploração de produção de carne de bovino, com cerca de 130 cabeças de gado, que foi apoiada por fundos comunitárias na aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, num investimento superior a 75 mil euros.

Para João Ponte, todos estes indicadores dão bem nota do dinamismo do setor e representam mais rendimento para os produtores, mais desenvolvimento económico e a rentabilização do investimento público feito ao nível da modernização da rede regional de abate, que contemplou a construção do novo Matadouro da Ilha do Faial.

Relativamente ao acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), já firmado, o titular da pasta da Agricultura considerou que constitui um desafio e uma oportunidade para os produtores de carne nos Açores.

“Desafio, desde logo, pela aposta contínua que tem de ser feita ao nível da qualidade e da diferenciação da carne açoriana, através do incremento do modo de produção biológica, da Identificação Geográfica Protegida (IGP) e do reforço da valorização da marca Açores”, referiu João Ponte.

Quanto às alterações ao programa POSEI para 2020, já remetidas à Comissão Europeia, João Ponte destacou que foram feitos ligeiros ajustamentos no prémio ao abate, com redução do valor unitário da ajuda, para responder à necessidade de reduzir as taxas de rateios neste prémio, uma vez que a dotação do programa POSEI até 2020 se manterá inalterada.

Contudo, foi mantida nesta ajuda a exclusão do rateio inicial aos primeiros 10 animais por semestre, o que permitiu que no último ano mais de 80% produtores tenha recebido o valor da ajuda na totalidade.

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