Assembleia Legislativa aprova voto de pesar pelo falecimento de André Bradford

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Um voto de pesar, pelo prematuro falecimento de André Bradford, foi esta terça-feira aprovado por todos os partidos com assento parlamentar, nos termos regimentais e estatutários aplicáveis da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, como tributo à sua memória.

André Jorge Dionísio Bradford, de 48 anos e que faleceu no passado dia 18 de julho, em Ponta Delgada, foi lembrado como “um filho atencioso, um pai dedicado e atento e um marido apaixonado e carinhoso”, um “açoriano de gema, um homem de cultura, que
apreciava música, o futebol, a gastronomia ou a literatura, como ímpeto para a prática,
condimentada por um humor genialmente corrosivo, da dialética sobre assuntos tão
diversos, como sejam, a influência da comunicação social ou das redes sociais na
política e no governo ou na evolução das ideologias nesta sociedade global”.

Deputado na Assembleia Legislativa Regional, entre 2013 e 2019, presidiu ao Grupo
Parlamentar do Partido Socialista na atual legislatura, onde “era respeitado e reconhecido
pelos seus adversários, pela sua consistência intelectual e pela sua ética e, estimado e
seguido, pelos seus camaradas, pelo seu exemplo e amizade”, afastando-se em maio ultimo, quando foi eleito deputado ao Parlamento Europeu, “um velho sonho seu, de servir a sua Região e o seu País num outro fórum”.

Jornalista de profissão, Bradford fora ainda, nos Governos do então presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, adjunto da Secretaria Regional do Ambiente nos Açores, assessor da Presidência do Governo com funções nos assuntos de cooperação externa e de coordenação política, e Representante da Região na Comissão Bilateral do Acordo de Cooperação e Defesa decorrente da Base das Lajes e mais tarde Secretário Regional da Presidência. No atual Governo, foi ainda chefe de gabinete do presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

Bradford será recordado como “um açoriano de corpo inteiro, um acérrimo defensor da Coesão Regional, da valorização da Autonomia Política Açoriana e da ética política…Era um Homem bom e que fará falta aos seus amigos e à sua terra”, referiu ainda Francisco César, presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, na apresentação do voto ao Parlamento Açoriano, onde após a sua aprovação foi cumprido um minuto de silêncio.

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