Executivo prepara para este ano experiências de valorização do atum

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Este ano, serão iniciadas experiências de valorização do atum, envolvendo o setor da pesca, adiantou, na Horta, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, afirmando que o Executivo está esperançado “que também [nesta fileira] será possível implementar uma mudança de paradigma significativa, que se refletirá num aumento de rendimentos”.

Gui Menezes, que falava na sessão de abertura da apresentação da 10.ª edição do estudo ‘LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar«destacou a necessidade de “saber tirar partido do mar da forma mais sustentável e inteligente possível”.

Neste sentido, na área das Pescas, o governante referiu que o Governo dos Açores tem atuado “ao nível da gestão dos recursos piscícolas”, sobretudo na monitorização científica dos recursos, na implementação de quotas de regionais e de tamanhos mínimos de captura, na proteção de habitats, ou nos critérios de atribuição de licenças e de artes de pesca.

“Orgulhamo-nos de conseguir pôr em prática a máxima ‘pescar menos, vender melhor’”, disse, apontando como exemplo os planos de gestão da quota de espécies de alto valor comercial, como é o caso do goraz, do imperador e do alfonsim, “que tem resultado na valorização significativa destas espécies”.

Na sua intervenção, Gui Menezes criticou “algumas visões passadistas, que têm surgido nos órgãos de comunicação social, nos últimos tempos”, acrescentando que “põem em causa as competências do Governo dos Açores na gestão dos recursos” da Região.

“O Governo dos Açores não abdica de gerir os recursos [piscícolas]”, afirmou.

Segundo o governante, as medidas de gestão pesqueira contribuem não só para a sustentabilidade dos recursos e o aumento de rendimentos dos pescadores, mas também para a conservação da biodiversidade do Mar dos Açores, permitindo que “outras atividades económicas continuem a florescer”.

Neste sentido, destacou as atividades marítimo-turísticas, referindo que, desde 2013, se registou um aumento de perto de 80 por cento do número de empresas de atividades marítimas, que passaram de cerca de 90 para quase 160 em toda a Região.

“Se queremos que a exploração económica dos recursos marinhos e o desenvolvimento do turismo nos Açores dependente do mar continuem a ser feitos de uma forma sustentável, temos de trabalhar de forma concertada”, afirmou Gui Menezes.

Na sua intervenção, o governante referiu o projeto ‘Blue Azores’, que junta o Governo Regional e as fundações Oceano Azul e Waitt na missão de preservar o Mar dos Açores, o “trabalho de finalização” do Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo e o processo de restruturação da rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores, em curso.

Gui Menezes referiu que o Faial é a ilha onde existe uma comunidade científica ligada ao mar que tem produzido “investigação única” nas Ciências do Mar, e que “é fundamental no apoio à decisão”, e onde está sediada a Escola do Mar dos Açores, um projeto que “será crucial para alavancar a economia azul” na Região.

O Secretário Regional lembrou ainda a pretensão do Governo dos Açores de criar uma incubadora de base tecnológica ligada ao mar, “facilitadora do aparecimento de empresas no setor da economia azul, que beneficiem da transferência de conhecimento e tecnologia, e com uma ligação à Escola do Mar”.

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