“Berço de Emprego” colocou 220 desempregadas no mercado de trabalho nos Açores

O programa Berço de Emprego, que permite às empresas substituir trabalhadoras em licença de maternidade por desempregadas, permitiu integrar 223 mulheres no mercado de trabalho nos Açores desde 2008 e recebe “cada vez mais candidaturas”.
 

 

“Existem muitos casos em que após o programa, as próprias empresas fazem contratação das pessoas que lá foram colocadas, o que é muito importante, porque é este o objetivo último da medida”, frisou a diretora regional do Emprego e Qualificação Profissional, Ilda Baptista, em declarações à Lusa.

De acordo com o Governo açoriano, este programa “permitiu desde 2008 e até final de janeiro a substituição de 1.076 mulheres, número que não inclui as trabalhadoras colocadas nos serviços da administração regional e local”, tendo Ilda Baptista acrescentado o caráter “inédito” da medida que tem sido “uma referência no continente e na União Europeia”.

“É uma medida que vem ajudar e que vem combater um certo preconceito que às vezes existe de que as mulheres pelo facto de engravidarem e de terem direito à sua licença de maternidade constituem um contratempo nas empresas, o que não pode ser verdade”, sustentou.

Este programa “destina-se a colocar no mercado de trabalho desempregadas beneficiárias do subsídio de desemprego no período de tempo em que as trabalhadoras estão de licença de maternidade e um mês antes e um mês depois desta licença”.

Ilda Baptista explicou ainda que “todas as empresas e setores” podem concorrer ao programa, acrescentando que “têm surgido cada vez maios candidaturas” para esta medida de “grande alcance social”.

A diretora regional lembrou ainda que a Comissão Europeia decidiu “incluir o programa no seu Relatório Estratégico do Emprego como um bom exemplo de políticas sociais de inclusão”.

“Além disso também nos pediram alguns elementos para que este programa constasse como a divulgação de boas práticas de aplicação dos fundos”, referiu.

 

Lusa

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