Caso Luís Arruda: Ordem dos Médicos não quer clínico no activo

saude2A Ordem dos Médicos vai recorrer da decisão do Tribunal Administrativo de Ponta Delgada que permite ao médico Luís Arruda estar no activo, no Centro de Saúde da Lagoa, ilha de São Miguel.

Luís Arruda ficou ligado aos mediáticos actos de pedofilia, conhecido como “caso Farfalha“.

A Ordem insiste em suspender o médico e condenou o clínico a três anos de suspensão da actividade, na sequência do caso de pedofilia, processo que ficou conhecido como “caso Farfalha“.

A pena deveria começar a ser cumprida assim que o clínico saísse da prisão, no início do corrente ano.

Luís Arruda avançou, no entanto, com uma providência cautelar, alegando que “os actos por que foi condenado nada tiveram a ver com o exercício da profissão, nem foram praticados enquanto médico” – um argumento que o Juíz de Ponta Delgada aceitou analisar.

A 19 de Abril, aquando da sentença, o Juíz justifica ainda a aceitação da providência cautelar com o facto do “serviço público de saúde sofrer de forma crónica a falta de médicos, pelo que seria um desperdício que o médico cumprisse a pena“.

A informação é avançada hoje pelo jornal lisboeta “Sol”.

Pedro Nunes, bastonário dos Médicos, diz que “vai contestar a decisão“.

O jornal contactou também a secretaria açoriana de Saúde que decidiu não abrir qualquer processo disciplinar ao médico, usando a sua competência para actuar em conformidade .

A secretaria afirma “que esse é um problema que apenas tem a ver com a Ordem dos Médicos e com os Tribunais“.

RTP/A
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