CDS/Açores critica modelo de “desenvolvimento centralista” do Governo Regional

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O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP/Açores, Alonso Miguel, afirmou esta quinta-feira que o modelo de desenvolvimento que o Governo Regional adotou na Região “não responde às necessidades do presente e é incapaz de nos conduzir ao desenvolvimento sustentável das nossas ilhas”.
Em reunião plenária da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Alonso Miguel afirmou que “é certo que vivemos um período de contingência com muitas consequências na saúde, no emprego, na educação, na solidariedade social, na mobilidade, nas empresas, nos serviços da administração pública regional, na economia e na vida das famílias açorianas, mas também é certo que muitas das opções políticas deste Governo no passado, vieram agora, mais uma vez, no quadro da pandemia, a revelar-se incapazes de contribuir para o desenvolvimento contínuo e sustentável da nossa Região”, acusando o Executivo de sustentar “um polo centralista de crescimento”, conduzindo “à concentração do investimento, agravando as diferenças entre as nossas ilhas e contribuindo para uma periferia interna cada vez mais visível que apenas estagna e conduz ao declínio da economia de muitas das nossas ilhas”, defendendo que “todos os Açorianos têm os mesmos direitos”.

“Os desafios que temos de enfrentar não se compadecem com mais decisões ineficazes”, disse, enumerando situações, nomeadamente na saúde, onde o CDS/Açores considera que as políticas do Governo “conduziram a uma dívida que impediu uma adequação de meios e a configuração de um sistema regional de saúde com reposta transversal em todas as ilhas, existindo muitos outros exemplos de incumprimento, como sendo “a falta de recursos e de capacidade instalada nas ilhas sem hospital”; no desenvolvimento e nas infraestruturas, referindo “o falhanço na execução de investimentos estratégicos para a ilha Terceira, bem demonstrativa do autêntico fracasso que representou o PREIT; nos transportes, questionando sobre as ligações aéreas entre a ilha Terceira e a América do Norte e a reposição de rotas  da pernoita do avião da SATA Air Açores na Aerogare das Lajes”; denunciando a supressão de serviços essenciais como os correios, os quais “apesar de condicionarem a vida dos Açorianos e das nossas empresas, continuam persistentemente concentrados na ilha de São Miguel, com consequências para todas as outras ilhas, sem que se anteveja a necessária descentralização”, referiu.

A debate, Berto Messias, ressalvou que o Governo dos Açores “não investe numa ilha em prejuízo de outra”, isso seria “um erro estratégico clamoroso e brutal, que poria em causa o desenvolvimento da Região”.

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares referiu que “basta verificar aquelas que são as opções políticas do Governo dos Açores, plasmadas no Plano de Investimentos da nossa Região e basta conhecer ‘in loco’ os investimentos que estão a decorrer um pouco por todas as Ilhas para se verificar que as acusações sobre centralismo nos investimentos públicos nos Açores não fazem qualquer sentido e não correspondem minimamente à realidade”, frisou.

“Estamos conscientes do grande trabalho que fizemos, mas também sabemos que há ainda muito para fazer, que há projetos que deveriam ter andado mais depressa e que há aspetos que têm de ser corrigidos para que esses investimentos que ainda não arrancaram ou ainda não terminaram sejam concluídos”, acrescentou Berto Messias.

 

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