CDS-PP suspeita que Câmara quer “despejar” serviço de Finanças

O Grupo Municipal do CDS-PP na Assembleia Municipal das Velas questionou, esta segunda-feira, o Presidente da Câmara sobre “os rumores” que correm de que a autarquia solicitou ao serviço de Finanças que deixe vago o espaço físico que ocupa, “há largos anos”, nas instalações do Município.

 

Luís Silveira, Abel Moreira e Maria da Luz Graças subscreveram um requerimento entregue ao Presidente da Assembleia Municipal onde, para além de questionaram o executivo municipal, apelam ao bom senso para “evitar constrangimentos aos velenses”.

 

Os três Deputados Municipais do CDS-PP lembram que “os serviços públicos devem estar disponíveis junto das populações” e que “o serviço de Finanças das Velas funciona, desde há muitos anos, num espaço das instalações da Câmara Municipal”, mas mostram preocupação pelos “rumores que a Câmara Municipal, na pessoa do Senhor Presidente e por seu Despacho, solicitou ao Serviço de Finanças que deixe vago o espaço que utiliza para servir os contribuintes”.

 

Assim, os populares querem saber se “correspondem à verdade os rumores de indicam que a Câmara Municipal das Velas solicitou, por Despacho do Senhor Presidente, que o serviço de Finanças deixe vago o lugar no edifício da Autarquia, ocupado para o efeito há largos anos?” e, em caso afirmativo, requerem “cópia do Despacho assinado pelo Senhor Presidente”.

 

Os democratas-cristãos consideram ainda que “o Município, no final do mandato anterior, efectuou obras de requalificação e beneficiação do espaço físico ocupado pelo serviço de Finanças, com o intuito de melhorar substancialmente os níveis de qualidade do serviço prestado aos cidadãos do Concelho”, pelo que perguntam então “quais as razões que levaram o Município a tomar tal decisão, caso a mesma se confirme?”.

 

Os parlamentares municipais centristas vão mais longe e acentuam que “este serviço já esteve, no passado, na eminência de ser centralizado apenas no Concelho da Calheta, uma vez que o edifício lá existente é propriedade do Estado”, mas referem que “a centralização no Concelho da Calheta acarretaria uma série de constrangimentos aos Velenses, para além de que viria criar uma grande lacuna para o Concelho das Velas”.

 

Pelo exposto, Luís Silveira, Abel Moreira e Maria da Luz Graças terminam o requerimento questionando se “sendo verdade tal situação, pondera o Município retroceder na sua decisão, tendo em vista não prejudicar os munícipes das Velas?”.

Pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here