Crise: cheques sem cobertura aumentam nos Açores

chequesA crise financeira está a ter reflexos no número de cheques sem cobertura, passados no arquipélago. Esta prática aumentou 70 por cento, entre os anos de 2007 e 2008.

 

O concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, foi aquele onde mais cheques sem cobertura foram usados como forma de pagamento.

Em 2007, as autoridades detectaram 73 cheques nessa situação, passados como forma de pagamento e, um ano depois, esse número aumentou para 124, um crescimento na ordem dos 70 por cento.
Como justificação para essa prática, o Ministério Público entende como um sinal claro de que a crise anda por aí.
Segundo as estatísticas reveladas pela Procuradoria Geral Distrital de Lisboa, em Ponta Delgada foram emitidos 66 cheques sem provimento, Angra do Heroísmo segue na tabela, com as autoridades a registarem 18 e na Praia da Vitória 11 cheques, nas mesmas circunstâncias.

Na cidade da Ribeira Grande, registaram-se 9 e apenas 2 em Vila Franca do Campo.

Com tendência contrária, nos crimes de falsificação de documentos e moeda no arquipélago, registou-se uma diminuição de  15 por cento, destacando-se a redução em 55 por cento, registada na Ribeira Grande.

Segundo o Ministério Público, em 2008, os crimes contra o património, quer sejam furtos, quer roubos aumentaram também 10 por cento, no Tribunal de Ponta Delgada, tendo diminuído nos restantes tribunais micaelenses.

No total, o número de crimes na Região Autónoma aumentou 6 por cento, o que deu origem a 12 245 processos entrados nos Tribunais.

Em 2008, 338 processos tinham por base investigações relativas ao tráfico de droga. Neste capítulo, as estatísticas revelam um aumento no número de processos em relação a 2007, na ordem dos 16,7 por cento.

Ponta Delgada, Ribeira Grande e Praia da Vitória são os Concelhos, por ordem decrescente, onde se registaram o maior número de casos ligados ao tráfigo de droga.

 

 

 

in RTP/A

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