Dependentes faltam a consulta terapêutica

saude-alcoolismoA maioria dos alcoólicos e toxicodependentes que estavam em tratamento na clínica que fechou recentemente em S. Miguel, Açores, não compareceram à avaliação promovida pelas autoridades regionais para assegurar a continuidade da terapia noutro centro.

“No início desta semana foi criada uma equipa, constituída por médico, assistente social, enfermeiro e psicólogo, para o despiste e encaminhamento dos doentes, mas eles não compareceram num primeiro contacto”, afirmou hoje à Lusa a diretora regional de Prevenção e Combate às Dependências, Paula Costa.

A responsável acrescentou, no entanto, que quatro dos 12 utentes da Clínica ‘Villa dos Passos’, que funcionava na Lagoa, em S. Miguel, acabaram por confirmar que aceitavam participar no despiste depois de um segundo contacto.

Paula Costa recordou que, na sequência do encerramento da clínica, “a principal preocupação do governo foi tranquilizar as pessoas e contactar os 12 utentes abrangidos pelo protocolo com a Secretaria Regional da Saúde para lhes dizer que podiam continuar o tratamento na região ou no exterior, conforme a sua situação”.

A diretora regional reafirmou hoje essa disponibilidade das autoridades regionais, frisando que “a porta está sempre aberta para o encaminhamento dos doentes que manifestem vontade de recorrer a uma instituição de saúde”.

Esta disponibilidade aplica-se aos 12 utentes da clínica que estavam abrangidos por um protocolo com a Secretaria Regional da Saúde para apoio aos tratamentos.

A Clínica ‘Villa dos Passos’ encerrou há cerca de uma semana, uma decisão que os responsáveis justificaram com a redução do apoio financeiro do Governo Regional, acrescentando que os prejuízos já ascendiam a 28 mil euros.

O secretário regional da Saúde, Miguel Correia, lamentou então o encerramento deste centro de tratamento de alcoólicos e toxicodependentes, mas frisou que se tratou de “uma opção alheia ao Governo dos Açores”, salientando que a redução de apoios está relacionada com “uma maior justiça no preço que estava a ser pago para os serviços de reabilitação”.

O encerramento da clínica levou o BE a questionar o Governo Regional para “saber onde pensa o executivo integrar os doentes que estavam a ser tratados, que já iniciaram o tratamento suportado pela Secretária Regional da saúde”.

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