Governo afasta criação da disciplina de História dos Açores

forte-pousada-historiaA secretária regional da Educação e Formação, Lina Mendes, afirmou esta quarta-feira que “não há qualquer fundamento” para que venha a ser criada uma disciplina de História dos Açores no currículo escolar do arquipélago.
“A nova visão da educação básica é integradora e não de segmentação do saber, não fazendo, por isso, qualquer sentido criar uma sobrecarga nos alunos com mais uma disciplina”, defendeu Lina Mendes, em declarações aos jornalistas à entrada para uma reunião com a Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais.
Segundo a secretária regional da Educação, “o que vai acontecer é a introdução, ao nível do currículo regional, de temáticas próprias da açorianidade e da insularidade, que serão exploradas de uma forma transversal”.

Nesse sentido, cada docente irá articular a sua área científica com o conteúdo dessas temáticas, que estão a ser trabalhadas e serão publicadas como recursos didácticos que vão facilitar o trabalho dos docentes.

Lina Mendes defendeu esta posição na Comissão de Assuntos Sociais, onde os sindicatos dos professores também se pronunciaram contra a criação daquela disciplina.

A criação da disciplina de História dos Açores foi proposta em meados de Dezembro pelo deputado regional do PPM, Paulo Estevão, num Projecto de Resolução entregue na Assembleia Legislativa Regional.

A proposta prevê que a História dos Açores seja integrada no currículo do terceiro ciclo do ensino básico como disciplina obrigatória a partir do ano lectivo 2010-2011 e que seja uma disciplina opcional no ensino secundário a partir do ano lectivo 2013-2014.

Nesta audição parlamentar de hoje, a secretária regional da Educação revelou ainda, relativamente aos incentivos para a fixação de pessoal com formação em necessidades educativas especiais e às bolsas para pessoal docente e não docente, que “vai ser feito um levantamento das necessidades de cada estabelecimento de ensino”.

“As candidaturas às bolsas são feitas através de uma regulamentação governamental, a que terão também acesso candidatos do continente português”, afirmou, acrescentando que “importa recrutar recursos humanos à altura das carências da região em áreas muito específicas, que são eventuais e em número muito residual”.

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