Homem morre “duas horas depois de ter alta do Hospital” de Ponta Delgada

Um homem de 57 anos, que estava internado no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, com uma pneumonia, “faleceu duas horas depois de ter tido alta”, informaram familiares da vítima.
O irmão da vítima disse à agência Lusa que o homem “estava no Hospital desde o dia 01 de Novembro, mas viria a falecer ao início da tarde do dia 06, depois de ter recebido alta”.

“Na quinta-feira quando fui visitar o meu irmão ao Hospital, à hora do jantar, notei que ele estava com muitas dificuldades respiratórias e não conseguia comer sem o auxílio do oxigénio. E qual não é o meu espanto quando venho a saber que ele tem alta no dia a seguir”, relatou o familiar.

Segundo o mesmo familiar, “é muito estranho que tenham mandado um doente naquelas circunstâncias para casa, quando nem tinha capacidade para respirar sozinho”.

“Ainda chamámos uma ambulância e tentou-se reanimar o meu irmão, mas ele quando chegou ao hospital já tinha falecido””, relatou o familiar.

De acordo com o mesmo familiar, “a própria família é que se deslocou à administração do Hospital para obter mais esclarecimentos, tendo sido comunicado que a causa da morte era desconhecida”.

Contactado pela Lusa, o gabinete de comunicação do Hospital de Ponta Delgada confirmou que o homem “foi internado no dia 01 de Novembro com uma pneumonia e teve alta seis dias depois”.

“Uma vez que estavam por apurar as causas da morte, o Ministério Público determinou a realização de uma autópsia”, indicou.

A mesma fonte hospitalar esclareceu ainda ter sido solicitado pelo Serviço de Anatomia Patológica “o apoio de dois colegas do continente para apurar de facto as causas da morte, mas não foi possível esta deslocação aos Açores”.

“Por esse motivo, o corpo ficou na morgue no fim-de-semana e a autópsia só foi realizada na segunda-feira”, acrescentou.

O gabinete de comunicação garantiu ainda à Lusa que toda esta situação “foi devidamente explicada à família”, acrescentando que “o resultado da autópsia será transmitido pelo Ministério Público”.

Lusa

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