Jovens fumam menos tabaco mas consomem mais haxixe

droga-haxixeOs adolescentes portugueses consomem cada vez mais haxixe mas estão a fumar menos cigarros, revela um estudo nacional que entrevistou 5.050 estudantes entre os dez e os 21 anos.
De quatro em quatro anos, a equipa do projecto Aventura Social da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa, regressa ao terreno e tenta traçar um quadro dos “estilos de vida e comportamentos dos adolescentes portugueses”. Em 2010, a equipa entrevistou 5.050 alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos, com idade média de 14 anos e realizou um estudo, que hoje é apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian.

Através deste trabalho, que é feito em Portugal desde 1996, é possível perceber as mudanças que se registaram na saúde dos adolescentes portugueses nos últimos doze anos.

O estudo revela que os jovens consomem cada vez mais haxixe, depois da “baixa histórica” registada em 2006, e cada vez menos tabaco. O consumo regular do álcool também tem vindo a diminuir, apesar de o mesmo não se verificar com o “abuso episódico” de álcool, que continua a ser uma preocupação.

Há cada vez mais jovens a usar preservativos e é com os colegas que os adolescentes se sentem mais à vontade para conversar sobre sexualidade. Pais e professores são, regra geral, a última opção. Os investigadores verificaram ainda que, entre os adolescentes, os mais novos são os que têm mais comportamentos de risco, porque são os que menos usam preservativo.

O estudo revela ainda que os alunos passam mais tempo “sentados” a ver televisão ou em frente ao computador, que o consumo excessivo de doces (que tinha começado em 2002) continua a aumentar e que há cada vez mais casos de excesso de peso, que estava mais associado à infância e não à adolescência.

Os investigadores consideram que a saúde dos jovens adolescentes reflecte uma situação favorável, mas alertam para a dificuldade de manter as medidas quando elas começam a ter resultados positivos: “Veja-se o caso da experimentação do haxixe e do excesso de peso”, lê-se no resumo do relatório.

O trabalho que hoje é publicamente apresentado em Lisboa foi realizado pelo projecto de Aventura Social e pelo Centro da Malária e Doenças Tropicais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (Universidade Nova de Lisboa). Este é um estudo colaborativo da Organização Mundial de Saúde, que se realiza de quatro em quatro anos em 44 países.

Pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here