Nova descoberta na História dos Açores: a Carta de Linschoten, da cidade de Angra foi desenhada por cartógrafos portugueses

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A Carta de Angra do Heroísmo, até agora atribuída ao holandês Linschoten, foi, afinal, desenhada por portugueses e não pelo holandês que lhe dá o nome, tese defendida pelo investigador Humberto Oliveira.

 
A Carta de Linschoten está datada de 1595 e é a mais antiga representação da cidade de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

O mapa surgiu aos olhos do Mundo, em 1595, altura em que foi publicado no livro ” Itinerário “, da autoria de Yan Van Linschoten, um holandês que, entre 1588 e 1589, viveu na ilha Terceira, Açores, e que registou, em papel, as suas viagens pela náutica portuguesa e, no referido livro, chamou a si a autoria da Carta.

Quase cinco séculos depois, o investigador Humberto Oliveira contesta a autoria de Linschoten, engenheiro que realizou a primreira análise em profundidade do mapa angrense e concluíu que o levantamento no terreno e o desenho da Carta não podiam ter sido realizados pelo holandês.

Para Humberto Oliveira, só cartógrafos portugueses tinham, à altura, conhecimentos para efectuarem esse tipo de trabalho, como Luís Teixeira, Fernão Vaz Dourado ou Bartomeu Lasso, cartógrafos portugueses, famosos à época.

Segundo ainda Humberto Oliveira, Linschoten limitar-se-ía a editar a Carta e, na investigação que efectuou, concluíu também que a Carta de Linschoten é uma representação fiel da cidade de Angra do Heroísmo, no final do século XVI: cada casa, cada monumemto existiam, exactamente, no local onde foram desenhados.
As conclusões de Humberto Oliveira sobre a referida Carta são apresentadas hoje à tarde, a partir das 17H00, na Biblioteca de Angra do Heroísmo, numa conferência intitulada ” Angra na Visão de Linschoten “.

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