Parlamento aprova proposta do BE para reforçar proteção às vítimas de violência doméstica

O parlamento dos Açores aprovou hoje, por unanimidade, um projeto de resolução do Bloco de Esquerda que recomenda ao Governo Regional o reforço das medidas de proteção às vítimas de violência doméstica, “um flagelo social com grande impacto nos Açores que o confinamento a que as famílias estão sujeitas pelo combate à pandemia de covid-19 pode tornar num problema ainda maior”.

O documento recomenda divulgação exaustiva, em todos os meios de comunicação social, da linha regional criada para denúncias de violência doméstica (800 27 28 29), que esta linha telefónica seja otimizada de forma a funcionar 24 horas por dia, e que seja criado um número para envio de sms destinado a denúncias de violência doméstica de forma gratuita e sem registo na fatura.

No decorrer do debate, o deputado António Lima deixou ainda uma sugestão para que esta linha telefónica fosse divulgada também nos vários portais do Governo na internet, incluindo aquele que terá agora maior visibilidade, que é o dedicada à covid-19.

O BE assinalou no entanto, a coincidência de hoje, no dia em que se debateu e votou esta proposta do BE, “tenha sido anunciado pela secretária regional da Solidariedade Social que a campanha de divulgação desta linha de apoio às vítimas de violência doméstica está agora a chegar a várias rádios e jornais da Região”.

Já quanto à criação de um número gratuito regional para denúncia de situações de violência doméstica por sms, o BE lamenta que o entendimento do PS e do Governo seja de que o número nacional para esta finalidade seja suficiente. António Lima salienta que “seria importante que a resposta às denúncias feitas por esta via fosse garantida diretamente por entidades regionais, que têm conhecimento da realidade específica do fenómeno da violência doméstica nos Açores”.

António Lima deixou ainda uma palavra de apreço pelo “trabalho meritório da APAV e da UMAR na luta contra esta chaga social e no apoio às vítimas” nos Açores e salientou que “prevenir e combater a violência doméstica é tarefa para todo o país que, em tempos de isolamento, pede atenção redobrada das entidades públicas e de todos nós”.

No debate, a Secretária Regional da Solidariedade Social, que falava na Assembleia Legislativa, por videoconferência, salientou que “a campanha regional contra a violência doméstica iniciou-se a 25 de novembro, por via da sua apresentação pública, tendo nessa data, iniciado a sua divulgação através de um spot de vídeo com cariz inclusivo transmitido nas redes sociais, nomeadamente através do Facebook e do Youtube”.

“A imagem de campanha foi divulgada também através das redes sociais em novembro de 2019, nos perfis das instituições que pertencem às Redes e Polos de Prevenção e Combate à Violência Doméstica, partilhada por outros perfis de instituições e pessoais”, acrescentou, frisando que “foram ainda executados outdoors em formato 8×3 e 4×3, a afixar em todas as ilhas da Região”.

Andreia Cardoso referiu ainda que, “mais recentemente, nomeadamente a 14 de abril, foi solicitada à RTP/Açores e à Antena 1 Açores a divulgação desta campanha institucional, que teve início a 19 de abril”, estando o ‘spot’ áudio a ser transmitido, desde quarta-feira, em duas rádios regionais, enquanto, ao nível da imprensa escrita, teve início esta semana a sua divulgação em quatro jornais regionais.

A Secretária Regional reconheceu a importância deste tema, especialmente nesta fase de isolamento social, face à evolução da pandemia COVID-19 no país e na Região, uma vez que “este cenário coloca novos desafios à violência doméstica na Região”.

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