PSD/Açores desafia PS a viabilizar proposta para combate ao desemprego

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, desafiou esta segunda-feira a maioria socialista no parlamento regional a viabilizar uma iniciativa social-democrata de combate ao desemprego que foi submetida à Assembleia Legislativa açoriana em fevereiro.
 

“Gostaríamos de lançar um desafio ao PS e ao Governo dos Açores para que sejam consequentes com a sua disponibilidade e preocupação para o diálogo e também aprovassem a nossa proposta”, defendeu Duarte Freitas à saída de uma audiência com a CGTP regional.

A proposta de decreto legislativo regional do PSD/Açores pretende implementar um programa de medidas de apoio a desempregados, nomeadamente através de um regime complementar de apoio ao subsídio de desemprego, para combater a quebra de rendimentos dos agregados familiares em que ambos os conjugues estão sem trabalho.

Recordando que o PSD dos Açores foi “coerente” com a sua prática discursiva através do anúncio da abstenção na votação do Orçamento e Plano para 2013, Duarte Freitas acrescentou que gostaria de ver da parte da maioria socialista e do Governo a mesma “atitude positiva”.

“O PS não deve ser só mera retórica e em vez de se preocupar em atacar as oposições deve aprovar aquilo que são as boas propostas, como é o caso concreto da nossa proposta”, frisou o líder do PSD/Açores.

Em declarações aos jornalistas, Duarte Freitas reiterou que a economia dos Açores travou “mais a fundo” do que no contexto nacional em 2012.

“Em vez dos órgãos de Governo próprio estarem a contribuir para travar a austeridade e a crise, infelizmente, é ao contrário, estão a cavar cada vez mais a austeridade e a crise que temos a nível nacional e internacional”, referiu.

Duarte Freitas exemplificou com uma taxa de desemprego que nos Açores em 2012 subiu mais do que em qualquer outra região do país e apontou a “quebra muito acentuada” nas receitas de impostos, superior à média nacional.

“Por exemplo, o IVA enquanto a nível nacional quebrou dois por cento, nos Açores esta quebra foi de 14 por cento. Isto significa que a economia travou muito mais a fundo nos Açores do que a nível do país”, referiu.

 

Lusa

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