Sindicato dos Pescadores dos Açores quer pagamento da compensação salarial em Dezembro

O presidente do Sindicato dos Pescadores dos Açores, Luís Carlos Brum, reivindicou hoje o pagamento “até ao início de dezembro” do subsídio do Fundo de Compensação Salarial no “valor do ordenado mínimo regional”.

“Esperamos que não aconteça como no ano passado em que só desbloquearam as verbas próximo do verão, o que não faz sentido porque o inverno já tinha passado e é agora que os pescadores não podem ir ao mar e têm falta de dinheiro”, afirmou o dirigente sindical em declarações à Lusa.

O denominado ‘Fundo Pesca’ atribui uma compensação salarial, que variou em 2010 entre 250 e 270 euros, destinada a auxiliar os profissionais da pesca pelos dias em que não podem trabalhar devido às más condições do mar.

“O mau tempo já começou, os pescadores estão em terra e as candidaturas às verbas da compensação, que são como um subsídio de Natal para quem não tem dinheiro, ainda não começaram”, frisou Luís Carlos Brum.

Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Pescadores dos Açores manifestou-se “em desacordo com os critérios de atribuição”, exemplificando que quem recebe 200 euros de Rendimento Social de Inserção ou está de baixa médica só recebe a diferença entre o valor que recebe dessas prestações sociais e os 250 euros atribuídos”.

“Isso significa que haverá muitos pescadores que irão receber apenas 50 euros”, alertou, acrescentando que o sindicado defende “uma atribuição do subsídio no valor do ordenado mínimo regional, como aconteceu em 2008 e 2009, no seu valor total e sem descontos”.

Luís Carlos Brum recusou “as acusações de que os pescadores são absentistas”, reforçando que o que existe “é falta de trabalho, porque o inverno é rigoroso”.

O dirigente sindical recordou que “os pescadores descontam para o Fundo Pesca 0,5 por cento do total bruto do pescado capturado”, salientando que “contribuem para o que precisam de receber quando não podem trabalhar”.

O presidente do sindicato recordou que o fundo abrange os pescadores de todas as ilhas dos Açores, estimando que, entre os cerca de cinco mil reconhecidos como profissionais, deverão candidatar-se cerca de 1500.

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