União de Sindicatos traça quadro negro da situação laboral

A União de Sindicatos de Angra do Heroísmo (USAH) traçou um quadro negro da situação laboral nos Açores no primeiro semestre deste ano, acusando as entidades patronais de tentarem resolver os problemas das empresas “sacrificando os trabalhadores”.
Nesse sentido, denunciou situações como “baixos salários, falta de pagamento de remunerações e subsídios, precariedade laboral, deslocalizações e alterações ilegais de horários de trabalho, insuficiência de condições de higiene e segurança, escassez do formação profissional, discriminação salarial entre homens e mulheres”.

O balanço consta de um comunicado distribuído numa conferência de imprensa, onde a USAH também considera “vergonhoso o que algumas empresas fazem” em matéria de descontos para a Segurança Social, “deixando os trabalhadores em maus lençóis em caso de doença”.

Por outro lado, alerta para a “gritante” precariedade laboral nos Açores, que “impede os trabalhadores de fazerem projectos para o futuro devido à situação de instabilidade contratual”.

O aumento do desemprego na região é outra das preocupações da USAH, que salienta que o número de desempregados “não para de subir há vários meses consecutivos”.

A União de Sindicatos de Angra do Heroísmo refere ainda que esta situação também conduziu a um aumento das situações de pobreza e de exclusão social, frisando que há muitos desempregados que não recebem subsídio de desemprego.

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