Açores encaram de “espírito aberto” estudo de futuras utilizações das Lajes

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O presidente do Governo Regional dos Açores afirmou hoje que o arquipélago encara o estudo de novas possibilidades para a Base das Lajes, na ilha Terceira, de “espírito aberto”, destacando, porém, que há questões por resolver, nomeadamente a ambiental.

“Encaramos o estudo de novas possibilidades de espírito aberto, mas temos de ter consciência que temos ainda questões por resolver em relação à atual situação da Base das Lajes”, referiu Vasco Cordeiro, à margem de uma audiência com o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva não quis hoje comentar o processo negocial com os Estados Unidos sobre a Base das Lajes, mas admitiu a possibilidade de se avançar para “novas dimensões” na cooperação bilateral, aproveitando estruturas existentes.

“Estamos evidentemente disponíveis para ver com os Estados Unidos quais são essas novas dimensões, que sejam de interesse recíproco para ambos os países”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva aos jornalistas, na cidade da Praia, onde está a acompanhar a visita do Presidente da República a Cabo Verde.

Para o chefe do Executivo açoriano, “o assunto Base das Lajes não está ainda resolvido”.

“Por muitas utilizações que possamos falar, temos todos de ter consciência que há questões atuais que ainda não estão resolvidas, nomeadamente a questão ambiental”, vincou Vasco Cordeiro.

No seu programa semanal na SIC, neste domingo à noite, o conselheiro de Estado, advogado e comentador político Marques Mendes disse que o ministro dos Negócios Estrangeiros regressou dos Estados Unidos, há cerca de duas semanas, com a perspetiva de que a nova administração norte-americana pode encontrar uma solução para manter a Base das Lajes, convertendo-a eventualmente numa base naval.

Vasco Cordeiro, que recusou comentar essas declarações, alegou, porém, que a questão da base naval “foi desmentida à relativamente pouco tempo pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa”.

 

 

 

Lusa

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