Movimento “zero desperdício” : Ajudar “é uma paixão que se transmite”

Quantas refeições já foram deitadas fora em refeitórios, supermercados ou restaurantes porque o seu prazo de validade estava a aproximar-se do fim? A campanha “zero desperdício” vai permitir que os alimentos cheguem a quem mais precisa em vez de irem parar ao lixo.

O movimento ” zero desperdício” da associação Dariacordar, tem “como proposta para a comunidade aproveitar todos os bens alimentares confecionados que antes acabavam no lixo”, fazendo-os chegar aos mais necessitados, contou ao SAPO o cofundador da associação, Rui Torres.

A ideia nasceu com a petição do comandante António Costa Pereira, mas só agora foi concretizada.

“As estruturas já existem” garantiu Rui Torres, explicando que o papel do movimento será de intermediação entre as câmaras municipais, as instituições de solidariedade e os fornecedores de comida.

No site do movimento, desenvolvido pelo SAPO, os fornecedores de comida podem inscrever-se, assim como as instituições de solidariedade. Através do código postal, a associação garante que quem dá e quem recebe está na mesma zona. A grande mais valia é que quem precisa de ajuda pode saber, através desta plataforma, que instituições de solidariedade operam perto de si.

Atualmente, os números apontam que há mais de 360 mil pessoas em Portugal sem terem o que comer e estima-se que mais de 50 mil refeições são desperdiçadas de norte a sul do país, pode ler-se no comunicado de imprensa do movimento.

“Nós tivemos a preocupação de que a comida chegasse com tanta qualidade às pessoas como se fosse para as nossas casas”, contou Rui, explicando que o processo de transmissão dos alimentos entre fornecedores e beneficiários foi validado pela ASAE.

O movimento zero desperdício serve também “para despertar um pouco a sociedade”, disse Rui, acrescentando que todos os voluntários são bem-vindos e que estes irão trabalhar junto das instituições e dos organismos municipais ligados à iniciativa.

“Nos momentos de crise é que se vê a força e a bravura dos portugueses”, afirmou Rui Torres, crente de que as pessoas vão aderir a esta iniciativa, tal como os cerca de cinquenta músicos portugueses que dão a cara pelo movimento, entre eles Tim (dos Xutos e Pontapés) e João Gil, responsáveis pelo hino do “zero desperdício”.

Afinal, frisa, ajudar “é uma paixão que se transmite”.

 

in Sapo.pt / Inês Alves

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