Red Bull Cliff Diving : Orlando Duque foi o vencedor do dia

No arranque da etapa portuguesa do Red Bull Cliff Diving, numa manhã cinzenta com forte ondulação brilharam as exímias exibições dos atletas, com o colombiano Orlando Duque a sair como o grande vencedor do dia, com uma ligeiríssima vantagem sobre o talentoso mexicano Jonathan Paredes e o britâtico Gary Hunt, campeão em título. 

Depois de uma noite de incerteza, com o tempo a melhorar, após dias de agitação, os 14 atletas largaram cedo para o Ilhéu de Vila Franca do Campo, em S. Miguel, Açores, motivados para o início da ação da terceira etapa do Red Bull Cliff Diving World Series.  

Concretizou-se o palpite do diretor desportivo Niki Stajkovic, que após várias observações ao local apostou na antecipação do horário previsto, aproveitando um menor volume das vagas. Verificadas as condições de segurança na primeira etapa do ano disputada em ambiente natural, os atletas efetuaram os primeiros treinos por volta das 7.00h e, logo a seguir abriram a primeira ronda com uma sessão de saltos a 27 metros, a partir da própria rocha. 

Um salto perfeito (100.70) colocou Gary Hunt na liderança, em vantagem – sobre Jonathan Paredes (97.20) e Orlando Duque (95.00) – partindo de imediato para a segunda ronda, aproveitando as condições de mar, com saída da plataforma móvel, colocada também a 27 metros de altitude.

Em três segundos, Orlando Duque igualou a marca de Hunt na ronda anterior (100.70), saindo na liderança, o britânico teve uma entrada na água menos feliz (87.40) e Jonathan Paredes voltou a brilhar (96.90), estabelecendo o “pódio” de candidatos provisórios para a derradeira ronda e final programadas para a manhã de sábado. 

“As condições estavam difíceis, dado o volume das ondas, tivemos de nos adaptar, mas acabou por funcionar tudo muito bem”, comentou Orlando Duque, sublinhando, no entanto, considerar “tudo em aberto para o último dia”. Declinando a “reviravolta” na classificação à sua vasta experiência (nove títulos de campeão do mundo e vencedor da primeira edição do Red Bull Cliff Diving). “Queiramos, ou, não, temos de contar sempre com o fator sorte”, afirmou, com modéstia. 

Já Gary Hunt, após análise, encontrou a razão da perda da vantagem na segunda ronda. “Acho que ia depressa demais e ao tentar controlar a manobra as coisas não saíram da melhor maneira”. O britânico reconheceu, por outro lado, a dificuldade da etapa portuguesa agravada pelo estado do mar. “Se já temos ‘medo’ em condições normais, sim, este é um salto assustador”, disse. 

Por seu lado, Jonathan Paredes, garantiu que não apostará dinheiro “num resultado final”, garantindo que “é difícil prever” o que vai acontecer. “O salto da rocha é uma loucura, mas isto é tão difícil para mim como para os outros”.

Devido à previsão das condições atmosféricas para amanhã (sábado), a terceira ronda do Red Bull Cliff Diving World Series inicia-se às 9.00 h no ilhéu de Vila Franca do Campo – seguindo-se a Final.

 

 

Fonte: Red Bull Cliff Diving

Fotografia: Dean Treml | Red Bull Contentpool

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