Uso prolongado de telemóveis não aumenta risco de cancro do cérebro

O uso prolongado do telemóvel não aumenta o risco de cancro do cérebro, revela um novo estudo, realizado durante vários anos na Dinamarca, que contradiz conclusões anteriores.
Em Maio, o Centro Internacional de Investigação do Cancro, na dependência da Organização Mundial de Saúde, admitiu, com base em diversos estudos, que falar ao telemóvel representa um risco acrescido de glioma, um cancro no cérebro.

Uma nova investigação, citada hoje pela agência AFP e que será publicada hoje na íntegra na revista British Medical Journal, concluiu que não há risco de qualquer tipo de cancro cerebral.

Para este estudo, uma equipa de cientistas dinamarqueses avaliou o estado de saúde de 358.403 assinantes de serviço de telemóvel há mais de 13 anos, comparando-o com o de utilizadores sem assinatura.

As taxas de glioma e de meningioma (outro tipo de tumor cerebral) eram bastante semelhantes entre os assinantes e os não assinantes, com variações “pouco significativas”, independentemente da duração do serviço de assinatura.

Para certos tipos de tumor, havia até menos riscos quando o uso do telemóvel se prolongava mais no tempo.

Apesar desta tese, os investigadores não excluem a possibilidade de aumento do risco de cancro para utilizadores de telemóvel há mais de 15 anos, o que poderá ser objecto de futuros estudos.

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