
O farmacologista Frederico Pereira, investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, considera que “a dimensão e os padrões de uso da mefedrona ainda não são claros” e “provavelmente estão a ser subestimados”.
Tendo por base informação da autoridade norte-americana de combate à droga, o investigador defende que são necessários mais estudos para se compreender esta droga, “associada a alterações cardiovasculares, neurológicas com sintomatologia psiquiátrica, respiratórias, renais, hepáticas e inclusivamente à morte”.
Frederico Pereira recorda ainda que entre os efeitos da mefedrona estão o aumento da euforia, do estado de alerta e agitação, ansiedade, tremores, febre, dor torácica, palpitações, hipertensão ou visão turva.
A duração do efeito pode ser curta e, por isso, surge descrito o consumo sucessivo de várias doses desta droga.
Pela informação disponível sobre a mefedrona, o professor do Instituto de Farmacologia e Terapêutica Experimental não tem dúvidas de que é uma droga que necessita de controlo.